Cairo - Os egípcios voltaram ontem à praça Tahrir, no Cairo, para lembrar um ano da revolta que tirou do poder o ex-ditador Hosni Mubarak. Ativistas reiteraram que a revolução ainda não terminou e que o país precisa de mais mudanças.
Milhares de islamitas, liberais, esquerdistas e cidadãos comuns tomaram conta da praça, epicentro dos protestos, agitando bandeiras e exibindo cartazes.
A Irmandade Muçulmana, que dominou as eleições para o novo Parlamento, também esteve presente na manifestação. Mas outros grupos, incluindo movimentos pró-democracia por trás da revolta, insistem que precisam terminar a revolução e querem a saída dos militares do governo.
A manifestação ocorreu no mesmo dia em que o estado de emergência, em vigor há mais de 30 anos no país, foi suspenso por ordem do marechal Hussein Tantawi, chefe da Junta Militar que atualmente governa o Egito.