A menos de uma hora para o fechamento do mercado a Bovespa reduziu os ganhos, acompanhando a piora das bolsas em Nova York, mas, mesmo assim, fez bonito ao registrar a oitava alta seguida. No final, no entanto, não conseguiu se sustentar no patamar de 63 mil pontos. O bom humor é atribuído à expectativa de juro menor aqui e nos EUA. Ontem, a ata do Copom sinalizou que a Selic deve cair até atingir um dígito. Ontem, o Federal Reserve (Fed, banco central norte-americano) informou que a taxa de juro do País vai se manter em "níveis excepcionalmente baixos" até o fim de 2014. A expectativa anterior era de taxa baixa até meados de 2013.
O Ibovespa terminou a sessão com alta de 0,75%, aos 62.953,06. Na mínima, registrou 62.485 pontos (-0,00%) e, na máxima, os 63.805 pontos (+2,11%). Nesses oito pregões seguidos de alta, os ganhos somam 6,43%. No mês e no ano, o índice registra apreciação de 10,92%. O giro financeiro totalizou R$ 7,88 bilhões.
Ações do setor de construção civil foram destaques de alta ontem, impulsionadas pela expectativa de juros menores. O setor é bastante dependente de crédito. Rossi Residencial ON, + 6,35%, MRV ON +5,28% e PDG ON, 5,22%. Os papéis de bancos também subiram embalados pela espera de taxa de juro de um dígito. Bradesco PN (+0,93%), Banco do Brasil ON (+2,23%) e Itaú Unibanco PN (+1,57%).
Já nos EUA, as bolsas abriram em alta ainda sob o efeito do Fed, na véspera. Pela manhã foram divulgados seis indicadores econômicos nos EUA, alguns positivos e outros nem tanto, o que acabou segurando a reação das bolsas norte-americanas. Às 18h16, o Dow Jones caía 0,24%, Nasdaq recuava 0,60% e o S&P cedia 0,70%.
Na Europa, as principais bolsas fecharam em alta impulsionadas pelo Fed. Também contribuiu para a performance positiva a notícia de que a Itália conseguiu vender o máximo pretendido de 4,5 bilhões de euros em bônus. O yield foi menor do que o oferecido no último leilão da mesma linha de títulos. Além disso, notícias de que estaria mais perto uma solução para a reestruturação da dívida da Grécia ajudaram a animar os mercados.
Na Nymex, o contrato do petróleo para março subiu 0,30%, a US$ 99,70 o barril. Aqui, Petrobras ON caiu 1,95% e a PN, -1,89%. Vale ON cedeu 0,51% e a PNA, -0,84%.
RENDA FIXA
Renda bruta: 10,31%
Ganho líquido/mês: 0,9%
Pela taxa média de 10,31% ao ano paga a grandes investidores, uma aplicação em CDB prefixado com prazo de 30 dias corridos e 20 dias úteis foi fechada com rendimento bruto de 0,22% e líquido de 0,9%. A média de retorno para uma aplicação de pequena quantia de recursos, de acordo com o critério de cada instituição, era de 10,12% ao ano, com rentabilidade bruta de 0,22% e líquida de 0,9%.
BOLSA DE SP
Bovespa: alta de 0,75%
Volume: R$ 7,88 bilhões
O Ibovespa terminou a sessão com alta de 0,75%, aos 62.953,06. Na mínima, registrou 62.485 pontos (-0,00%) e, na máxima, os 63.805 pontos (+2,11%). Nesses oito pregões seguidos de alta, os ganhos somam 6,43%. No mês e no ano, o índice registra apreciação de 10,92%. O giro financeiro totalizou R$ 7,88 bilhões. Às 18h16, o Dow Jones caía 0,24%, Nasdaq recuava 0,60% e o S&P cedia 0,70%.
OURO
Ouro/grama: R$ 96,00
Variação: alta de 2,56%
Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o ouro foi cotado a R$ 96,00 com alta de 2,56%.
Na Comex, divisão de metais da Bolsa Mercantil de Nova York, nos EUA, a onça-troy do metal era cotada a US$ 1.721,05 e terminou o dia em alta de 0,69%. Um onça-troy equivale a 31,1035 gramas.
DÓLAR
Comercial: R$ 1,742
Variação: queda de 1,02%
O dólar comercial encerrou o dia de ontem negociado a R$ 1,741 para a compra e a R$ 1,742 para a venda, com queda de 1,02%. O dólar turismo terminou o dia cotado a R$ 1,710 na compra e a R$ 1,863 na venda, com alta de 1,09%. O dólar paralelo foi negociado a R$ 1,830 na compra e a R$ 1,930, na venda, com variação estável.