Rural

Previsão para milho e soja é reduzida


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As previsões de safras de soja e milho do Rio Grande do Sul foram reduzidas ontem por conta da seca do final do ano passado e da irregularidade de precipitações que continuou afetando as lavouras no início de 2012, de acordo com dados da Emater, o órgão de assistência técnica do governo gaúcho.

A safra de soja 2011/12 do terceiro produtor nacional da oleaginosa foi reduzida para 8 milhões de toneladas, ante 8,75 milhões de toneladas na previsão de meados de janeiro e contra uma projeção antes da estiagem de 10,3 milhões de toneladas.

Na temporada passada, o Rio Grande do Sul colheu um recorde de 11,7 milhões de toneladas de soja. Já a safra de milho foi reduzida para 3 milhões de toneladas, ante projeção anterior de 3,3 milhões de toneladas e contra uma estimativa inicial de 5,3 milhões de toneladas.

O Rio Grande do Sul, tradicionalmente o quinto produtor de milho do Brasil, colheu 5,7 milhões de toneladas na temporada 2010/11, segundo a Emater.

As chuvas voltaram a ocorrer no Rio Grande do Sul em meados deste mês, limitando as perdas, segundo técnicos da Emater.


Arroz também

Embora tenha evitado que a queda na produção fosse ainda maior, as precipitações registradas no Estado, ainda irregulares na segunda quinzena do mês, não foram suficientes estancar a quebra de safra, informou a assessoria de imprensa da Emater.
Segundo o órgão, o clima também afetou a produção de arroz do Rio Grande do Sul, reduzindo a safra em cerca de 500 mil toneladas, para 7,5 milhões de toneladas. O Estado, o maior produtor do grão do Brasil, teve colheita de 8,9 milhões de toneladas no ano anterior.

As perdas financeiras totais do Rio Grande do Sul por conta da seca foram estimadas pela Emater em 2,9 bilhões de reais, com a soja respondendo por 1,6 bilhão de reais e o milho por quase 1 bilhão de reais, segundo a Emater.


Mais números. E mais redução

O Paraná, segundo produtor de soja do Brasil, reduziu mais a sua previsão de safra da oleaginosa na temporada 2011/12, para 11,67 milhões de toneladas, contra 12,73 milhões de toneladas na projeção do início do mês, refletindo os efeitos da seca que atingiu as regiões produtoras no final do ano passado.

Essa foi a segunda vez que a Secretaria de Agricultura do Estado reduziu sua safra, prevista antes da seca em 14,1 milhões de toneladas. Não havia um representante da secretaria imediatamente disponível para comentar os números.

Em meados do mês, chuvas atingiram as principais regiões produtoras do Paraná, estancando o processo de perdas, segundo uma autoridade da secretaria, que acrescentou na oportunidade que os problemas gerados pela estiagem em dezembro poderiam não estar todos contabilizados pela estimativa do início de janeiro.
Na temporada passada, o Paraná produziu um recorde de 15,3 milhões de toneladas.


Igual a 2011

O Paraná, tradicionalmente o principal produtor de milho do Brasil, também reduziu a previsão da primeira safra do cereal para 6 milhões de toneladas, ante 6,4 milhões de toneladas na projeção do início do mês e contra 7,4 milhões antes da estiagem.

A ser confirmada essa nova previsão para o milho, o Estado colheria uma produção praticamente igual à registrada na primeira safra do ano passado.


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Agricultores ganham direito de negociar dívida

O CMN (Conselho Monetário Nacional) autorizou hoje que os agricultores atingidos pela estiagem na região Sul do país renegociem as operações de crédito rural de custeio além de ampliar os prazos para quitação de parcelas de investimentos.
Os beneficiados com as novas regras são produtores de milho, soja e feijão dos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Pela medida, os produtores rurais com parcelas vencendo entre 1 de janeiro de 2011 e 30 de julho de 2011 que estejam situados nos municípios com decretação de situação de emergência ou calamidade pública, reconhecida pelo governo federal terão o prazo de pagamento postergado para 31 de julho de 2012.

A regra não se aplica para os agricultores que estavam cobertos pelo seguro agrícola.
No caso da ampliação dos prazos para quitação de parcelas de investimentos a prorrogação vai ser por até um ano do vencimento da última parcela. Para ser beneficiado o produtor deve apresentar um laudo técnico para a instituição financeira comprovando a perda na lavoura até o dia 31 de julho.

Segundo o secretário-adjunto da Secretaria de Política Econômica do Ministério da fazenda, João Rabelo, cerca de 85% os produtores já estavam cobertos pelo seguro rural, e por isso não se enquadram nas medidas. Para aqueles que irão se beneficiar, as medidas se antecipam aos vencimentos das dívidas.

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