Taubaté - A pedagoga Maria Verônica Aparecida César Santos, 25 anos, que simulou uma gravidez de quadrigêmeos em Taubaté (435 km de Bauru), disse ontem em depoimento à polícia que ela mesma acreditava na farsa. "Ela disse que estava convicta dessa gravidez, viveu essa experiência", afirmou o delegado seccional de Taubaté, Ivahir Freitas Garcia Filho.
Ela afirmou que sonhava em ter uma menina e que o marido não sabia que a gestação era falsa. "Disse que, quando estava grávida do primeiro filho (hoje com 4 anos), pedia que o marido não colocasse a mão na barriga dela porque tinha muitas dores. Desta vez, também evitou contatos físicos", afirmou Garcia.
Depois da repercussão do caso, ela afirmou estar "extremamente arrependida" e ter iniciado tratamento psiquiátrico, contou o delegado.
O marido, Kleber Eduardo Vieira, 37 anos, será ouvido na próxima semana. Mesmo com as declarações de ontem, o casal pode responder por falsidade ideológica e estelionato.
Para o advogado da pedagoga, Enilson de Castro, não houve má-fé. "Os valores (recebidos em doações) foram insignificantes face à dimensão que o problema tomou na vida dela". Ele disse que as doações serão devolvidas para os interessados ou entregues a uma entidade assistencial.
Segundo o delegado, Maria Verônica admitiu ter usado imagem de ultrassom achada "aleatoriamente na Internet" para comprovar a gravidez.