Ananda Baptistela é tia de Vitor Baptistela, de sete anos, e durante o período de férias assumiu um compromisso com a irmã, que é mãe do menino: levá-lo todos os dias para o projeto “Fazendo Artes nas Férias”. “Meu sobrinho vai participar a semana toda. É uma oportunidade dele ter mais contato com a cultura. A arte circense está em queda ou aparece em superproduções na qual não temos acesso. Por isso, acredito que a programação é importante para o público infantil.”
Para a tia, conviver com outras crianças também é um item importante. “Na família ele é o único na fase infantil, então nas férias ele fica longe das pessoas da mesma idade dele. Nós procuramos levá-lo onde há crianças para que ele conviva mais com elas. A convivência é importante para o desenvolvimento dele.”
Segundo ela, as atividades culturais são inseridas na vida do sobrinho para que ele valorize a cultura brasileira. “A cultura brasileira é pouco valorizada. Minha família quer que o Vitor valorize suas tradições. Procuramos levá-lo às atividades culturais para incutir isso nele desde a infância.”
Na opinião de Fernando Giacomini, pai de Ana Clara de seis anos, o projeto da prefeitura favorece o convívio das crianças e acrescenta conhecimentos. “Ela é filha única. Nas férias escolares fica em casa. No projeto, elas adquirem outras habilidades através de brincadeiras e isso vai refletir no futuro dela.”
Na opinião dele, participar de atividades culturais é muito melhor do que ficar assistindo televisão ou no computador. “A TV não agrega nenhum valor. Sempre que possível, eu e minha esposa levamos a Ana Clara para atividades de valor cultural.”
Rita de Cássia Souza Nascimento levou os três filhos e uma amiga de sua filha para passar as férias no espaço cultural. No ano passado eles já participaram e o resultado foi positivo. “Eles gostam de atividades que contenham movimento. O projeto é especial, contém artes cênicas onde eles brincam e aprendem.”
O projeto do ano passado foi uma ‘vitamina’ para que os três filhos de Rita Nascimento. “Eles participaram do projeto de férias e depois frequentaram o ‘Andar e Voar’. Meu filho mais velho, 12 anos, toca vários instrumentos por conta disso. A caçula, com seis anos acompanha os irmãos e aprende bastante.”
Isac Nascimento, o filho mais velho de Rita, confirma a informação da mãe. “Eu já aprendi muitas coisas nos projetos. Minha mãe não deixa eu ir para a rua, então nas férias ficaria dentro de casa. Aqui posso brincar e aprender. Na oficina de palhaço aprendi a andar melhor e a dar muitas risadas".