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Rita Lee causa tumulto em última apresentação

Folhapress
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Aracaju - Conforme havia anunciado no fim de semana passado em um show no Circo Voador, no Rio, Rita Lee fez, na noite de anteontem, na Praia dos Coqueiros (região da Grande Aracaju, SE), sua despedida dos palcos.


A cantora fez apresentação semelhante às anteriores da temporada, com sucessos da carreira como “Vírus do Amor”, “Agora Só Falta Você” e “Bwana”, além de uma versão de “A Hard Day’s Night”, dos Beatles


Ao fim da apresentação, Rita foi levada pela Polícia Militar à Delegacia Plantonista, no centro da capital, acusada de “desacato e apologia ao crime ou ao criminoso” (art. 287 do Código Penal).


O imbróglio começou no meio do espetáculo, quando a cantora afirmou ter visto integrantes de seu fã-clube, que a segue por todo o país, sendo agredidos por policiais.


“Vocês são legais, vão lá fumar um baseadinho”, disse, ao microfone.


Depois disso, meia dúzia de policiais se aproximou do palco, formando uma espécie de parede diante dela.


A cantora foi se exaltando e terminou por xingá-los de “cavalos”, “cachorros” e “filhos da puta”.


Após o encerramento, policiais armados entraram no carro que deixaria Rita Lee em um hotel da cidade.


Um deles tomou o lugar do motorista, outros dois foram no banco de trás, e a cantora foi levada para prestar esclarecimentos na delegacia.


Ação truculenta


“A sensatez falou mais alto no momento, por isso, a polícia não parou o show”, disse o tenente-coronel Adolfo Menezes, responsável pelo policiamento. Segundo os organizadores, havia 20 mil pessoas na performance.


Enquanto era levada, a cantora escreveu no Twitter que estava indo para a delegacia, e que a polícia de Aracaju não gostava dela, mas “Sergipe sim”.


Também no Twitter, seu filho Beto Lee protestava: “A polícia de Aracaju levou minha velha para a delegacia. Bando de frouxo”.


A ex-senadora e hoje vereadora por Aracaju, Heloisa Helena (sem partido), acompanhou a cantora durante o depoimento e assinou o boletim de ocorrência como testemunha a seu favor.


No B.O., Rita se justificou afirmando que “o ocorrido se deu como uma reação emocional, provocada pela ação truculenta desnecessária”.


Persona non grata


O governador de Sergipe, Marcelo Déda (PT), que estava na plateia, considerou a manifestação da cantora “uma rebeldia de butique”, e acrescentou: “Para cultivar a lenda, para vender aos meninos (público) uma atitude artificial”. “Ela queria uma foto de primeira página, algemada como mártir.”


Déda recebeu os policiais e os cumprimentou.


Repercussão


Assim que souberam do ocorrido, artistas se manifestaram no Twitter, em defesa da cantora.


“Mas era só o que faltava...prender a Ritinha é de última!”, escreveu Lobão. Preta Gil afirmou: “O palco é o lugar pra se protestar mesmo”.

Foi uma despedida inesquecível.

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