Internacional

França e Reino Unido pressionam ONU a aprovar uma resolução contra a Síria


| Tempo de leitura: 2 min

Damasco - Os ministros das Relações Exteriores do Reino Unido e da França afirmaram ontem que irão realizar uma visita à sede da ONU, em Nova York, para pressionar o Conselho de Segurança a adotar uma resolução contra a onda de violência na Síria, que já dura mais de dez meses.

Segundo a emissora de TV americana CNN, o Conselho de Segurança apresentará uma proposta de resolução ainda nesta semana, convidando o ditador sírio, Bashar Assad a renunciar e transferir o comando do país, palco de protestos de opositores desde março do ano passado.

A agência estatal de notícias da Síria informou ontem que um "grupo terrorista" explodiu um gasoduto que corre entre o centro e a costa do país.

A emissora de TV pró-governo Addounia também reportou o ataque e disse que a explosão, que ocorreu perto de Telkalakh, próximo da fronteira libanesa, causou um vazamento de aproximadamente 460 mil metros cúbicos de gás.

A Síria tem enfrentado falta de gás por causa dos ataques aos gasodutos enquanto as forças aliadas ao presidente Bashar al-Assad tentam reprimir protestos e uma insurgência armada que busca destituí-lo.

O chanceler francês, Alain Juppe, discursará ao órgão hoje, em um esforço para conquistar o apoio dos 15 membros à proposta da Liga Árabe por uma mudança política na Síria.

"O ministro está em Nova York para convencer o Conselho de Segurança a assumir suas responsabilidades enquanto os crimes contra a humanidade cometidos pelo regime pioram", afirmou o porta-voz do ministério, Bernard Valero.

Os 15 membros do Conselho de Segurança podem votar ainda nesta semana a nova resolução, que ainda está sendo rascunhada pelo Reino Unido e França com consultas a países domo o Qatar, Marrocos, Estados Unidos, Alemanha e Portugal.

O chefe da Liga Árabe, Nabil Elaraby, também está em Nova York para se reunir com representantes do Conselho em busca de apoio para o plano de paz ao conflito sírio, no qual apela para o ditador Assad renunciar.

Comentários

Comentários