Regional

Afogamentos matam um toda a semana na região de Bauru

Murillo Ferrari
| Tempo de leitura: 3 min

Na região de Bauru, praticamente uma pessoa morre a cada semana, em decorrência de afogamento. De acordo com dados divulgados pela Secretaria do Estado da Saúde, ao longo de 2010 (último dado consolidado disponível) foram 47 vítimas fatais, o que coloca Bauru como a 6ª região com mais ocorrências do tipo – atrás da Capital e região metropolitana (360 mortes), Vale do Paraíba e Litoral Norte (91), Sorocaba (86), Campinas (59) e São José do Rio Preto (49).

Ainda segundo a pasta, a cada mês, 77 pessoas morrem, em média, vítimas de afogamentos no Estado, resultando em 931 óbitos no ano passado – ante 922 registrados em 2010.

O coordenador da Defesa Civil de Bauru, Álvaro de Brito ressalta que na água, o ser humano está completamente fora de seu ambiente. Portanto, todos os cuidados são necessários e devem ser redobrados no caso de crianças: "Esses casos são uma preocupação constante do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil. Esse número de mortes é lamentável e absurdo", diz. "Precisamos aumentar muito a conscientização e a prudência das pessoas, em especial dos adultos", destaca.

Para o gerente operacional do Grupo de Resgate e Atendimento a Urgências (Grau) da Secretaria Estadual, Jorge Michel Ribera, os números são expressivos e as condições naturais com temperaturas altas, a ampla disposição de água doce e a vasta extensão de praias no litoral aumentam potencialmente os riscos de acidentes. "Para os adultos, o maior perigo está na combinação com de excesso de confiança e consumo de bebidas alcoólicas. O óbito por afogamento é extremamente evitável. É uma questão de conscientização", afirma Ribera.

Além de tomar medidas que evitem o afogamento, é importante saber como proceder para tentar a salvar outra pessoa dessa situação.

"O menos recomendado para quem não é especialista é entrar na água para tentar retirar a pessoa. O salvamento é uma atividade muito técnica", garante Brito. "No desespero, uma criança pode acabar levando um adulto para o fundo e matando os dois afogados, por exemplo", reforça. Além de entrar em contato imediatamente com o Corpo de Bombeiros ou com outra autoridade disponível, os especialistas ressaltam que é mais adequado fornecer para a vítima objetos que flutuem ou que sirvam como uma corda. "Uma garrafa pet ou uma bola pode ajudar a evitar um afogamento", completa. Um dos pontos perigosos na região é o rio Tietê.

 

Áreas de risco 

A lagoa no bairro Quinta da Bela Olinda é apontada por Brito como um dos pontos mais críticos em Bauru para esse tipo de ocorrência. Estimativa do fim do ano passado aponta que mais de 40 pessoas já morreram no local. "É o exemplo mais gritante e perigoso de Bauru. Nos fins de semana muitas pessoas costumam ir ao local e isso aumenta o risco", reforça.

O rio Tietê, a lagoa do Pesqueiro Sakai, a do Vale do Igapó e a localizada no Lauro de Souza também são apontados como locais de risco. "Existem outra pequenas lagoinhas ao longo da ferrovia e também em propriedade privadas da região que oferecem esse risco constante", finaliza Brito.

 

Morte de criança na piscina

   Há uma semana, uma garota de 4 anos morreu após cair na piscina da casa dos patrões da mãe dela, no Jardim América, em Bauru.

A Unidade de Resgate (UR) do Corpo de Bombeiros chegou rapidamente à residência situada na rua Fuas de Mattos Sabino e encaminhou a criança ao Pronto Atendimento Infantil do Hospital de Base (HB), mas ela já estava sem pulsação.

A equipe médica do Pronto-Socorro tomou as medidas necessária à reanimação da criança, mas ela não resistiu e faleceu no começo da tarde.

No momento do acidente, a mulher estava dando almoço um idoso que mora no local, e se descuidou alguns minutos da criança.

 

 

      

 

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