Nacional

Brasil está aberto a haitianos, mas ajudará o desenvolvimento local


| Tempo de leitura: 2 min

Porto Príncipe - Em sua primeira visita ao Haiti, a presidente Dilma Rousseff disse que é preciso combater as "redes criminosas de intermediários", conhecidos como "coiotes", que cobram para facilitar a entrada de imigrantes haitianos no Brasil.

Segundo a presidente, o País continua "aberto" a receber cidadãos do Haiti. "Como é da natureza dos brasileiros, estamos abertos a receber os cidadão haitianos. E nesse processo, devemos combater as redes criminosas de intermediários, os chamados coiotes, que se aproveitam da vulnerabilidade de trabalhadores e suas famílias", disse, durante coletiva em Porto Príncipe.

Ela, porém, assegurou que o Brasil seguirá cooperando para criar "melhores condições de vida no próprio Haiti".

A estimativa é que 4 mil haitianos já tenham entrado no Brasil em busca de melhores oportunidades. O Haiti ainda não se recuperou do terremoto que devastou a Capital em janeiro de 2010 e deixou mais de 220 mil mortos.

Em janeiro, o governo brasileiro, que concedia vistos de trabalho aos haitianos que chegassem por questões humanitárias, decidiu fechar a fronteira aos ilegais e passou a oferecer cem vistos de trabalho por mês diretamente na embaixada em Porto Príncipe.

Durante a visita, Dilma também reforçou que o Brasil reduzirá suas tropas no país, de 2.200 militares para 1.900. O comando militar está a cargo do Brasil desde 2004, quando foi criada a Missão de Paz, a Minustah, que hoje conta com 11.600 membros de 19 países.

"Reafirmo o compromisso do Brasil com a continuidade da missão de paz de cooperação para o desenvolvimento do país e de amizade entre os nossos povos", disse, destacando que a decisão está "em conformidade com a decisão tomada no âmbito da ONU que reflete a nova atitude de segurança e estabilidade do Haiti".

Dilma foi recebida pelo colega haitiano Michel Martelly, com quem falou sobre projetos de cooperação. Entre os principais, está o apoio brasileiro para a construção de uma hidrelétrica sobre o rio Artibonite, a 60km de Porto Príncipe.

Comentários

Comentários