Internacional

Onda de frio na Europa deixa ao menos 139 mortos

Reuters
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Moradores de uma aldeia húngara estavam escavando a terra com as próprias mãos à procura de carvão, nesta quinta-feira, quando uma frente fria vinda da Sibéria varreu o Leste Europeu, matando muita gente e dando sinais de que deve permanecer sobre o continente por mais uma semana.

Pelo menos 139 pessoas já morreram na Alemanha e Leste Europeu desde a chegada da frente fria, interrompendo o que vinha sendo um inverno excepcionalmente brando na Europa.

Na localidade húngara de Farkaslyuk, as pessoas escalavam os 30 metros de uma pilha de detritos deixada por uma mina desativada, na esperança de juntar carvão suficiente para aquecer casas e cozinhas pelos próximos dias.

"Isso nos livra de ir para a prisão", disse o cigano Jozsef Bari, pai de três filhos, ex-trabalhador da mina. "Se não fizéssemos isso, poderíamos todos ir roubar lenha (na floresta), e aí seríamos perseguidos (pela polícia)." Bari estava dentro de um poço de 3 metros cavado no meio do monte de detritos.

Nas montanhas próximas a Farkaslyuk ("toca do lobo", em húngaro), a temperatura caiu a -22ºC.

A frente fria deve continuar por pelo menos mais uma semana, porque uma zona de alta pressão sobre a Rússia empurra o ar seco e frio para o sul, segundo o meteorologista alemão Helmut Malewski.

Na Ucrânia, país mais afetado pela onda de frio, as escolas fecharam, e os supermercados de Kiev, a capital, começaram a sofrer desabastecimento, porque os caminhões não conseguem fazer entregas com temperaturas que chegam a -25ºC. Em 24 horas, mais 20 pessoas morreram, elevando o total para 63, a maioria deles sem-teto.

A Cruz Vermelha anunciou verbas para a construção de albergues para moradores de rua em Belarus e na Ucrânia, e governos de toda a região também prometeram medidas semelhantes.

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