O que parecia inevitável desde o início do ano finalmente se concretizou ontem. No centro de uma crise interminável no Flamengo, o técnico Vanderlei Luxemburgo foi demitido pela presidente Patrícia Amorim, menos de 24 horas depois que o time conquistou a classificação para a fase de grupos da Copa Libertadores com uma vitória por 2 a 0 sobre o Real Potosí, da Bolívia, no Engenhão.
Nas horas que antecederam o confronto, as informações dando conta de que o tempo de Luxemburgo à frente do clube chegara ao fim e que até mesmo os jogadores já estavam cientes de sua saída ocupavam os principais sites da internet. Patrícia Amorim chegou a negar veementemente que qualquer decisão havia sido tomada às vésperas de um jogo crucial.
Junto com Luxemburgo, deixam o clube o supervisor Isaías Tinoco - figura próxima da presidente - e os membros de sua comissão técnica fixa: o preparador físico Antônio Mello e o auxiliar Antônio Lopes Júnior. O diretor executivo Luiz Augusto Veloso, um ex-presidente, vai ser remanejado para outra área.
Luxemburgo manteve a posição de não pedir demissão, mesmo diante da antecipação de sua saída ainda na última quarta. O técnico, que recebia R$ 700 mil mensais, não queria abrir mão da multa rescisória de R$ 4 milhões. Caberá ao Mengo procurar meios de arcar com a vultuosa indenização.
Assume o clube, provavelmente, Joel Santana, que ontem já havia acertado seu desligamento do Bahia. A esperança dos dirigentes era que o veterano treinador consiguisse um acordo amistoso para deixar o clube baiano sem a necessidade do pagamento da multa. Até o fechamento desta edição, porém, o Flamengo ainda não havia confirmado a chegada de Joel, treinador experiente que ficou conhecido por sua "prancheta".