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Radar invade trecho e provoca análise

Marcele Tonelli com Redação
| Tempo de leitura: 3 min

Após ser palco de vários acidentes, a rodovia Elias Miguel Maluf foi contemplada por radares fixos em 2011. Entretanto, a disposição dos equipamentos no acostamento da vicinal, que liga Bauru a Piratininga (13 quilômetros de Bauru), mostrou abrigar ainda mais perigo para os condutores.

Instalados na altura dos quilômetros 4 e 5, pela Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb), os medidores de velocidade fixos estariam obstruindo o trecho de acostamento da via.

A equipe de reportagem do Jornal da Cidade esteve no local e observou que os postes abrigando os equipamentos de fiscalização não respeitam um espaço mínimo de recuo para segurança dos pedestres e condutores. As placas de limite de velocidade máxima permitida, se comparada aos postes dos radares, apresentavam grande diferença quanto ao recuo, que chegou a ter menos de um metro de distância do asfalto.

A disposição dos radares fixos na vicinal acabou deixando para os condutores mais um desafio na hora de encostar o carro. Quem passar por uma situação de urgência pelo trecho da vicinal terá que driblar o poste para não causar um acidente.

De acordo com o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) não há dispositivo que regulamente a que distância da pista o radar deve ficar. Entretanto, o artigo 94 do Código de Trânsito Brasileiro CTB, afirma que "qualquer obstáculo que possa por em risco a segurança de veículos e pedestres, tanto na via quanto na calçada, caso não possa ser retirado, deve ser devida e imediatamente sinalizado".

Segundo os registros feitos pelo JC, os postes que contemplam os radares fixos não possuem em sua estrutura nenhum tipo de sinalização que possa alertar o obstáculo.


Terceirizada

Questionada quanto suposta irregularidade, a assessoria de imprensa da Emdurb informou que um técnico seria enviado ao local para checar a disposição do poste dos dispositivos de fiscalização. Segundo a assessoria, o serviço na via teria sido prestado por uma empresa terceirizada.

Se a irregularidade for constatada, a Emdurb informa que solicitará à empresa responsável a regularização dos postes no trecho. Até o fechamento desta edição, o JC não teve acesso a análise dos técnicos.


Perigo nas conversões

A rodovia Elias Miguel Maluf (Bauru-Piratininga) é considerada perigosa e ao ganhar aparelhos de radar fixo agradou diversos usuários preocupados com sua segurança na via. O trecho já registrou graves acidentes por causa de abuso de velocidade de motoristas.

Um levantamento feito há dois anos pelo Jornal da Cidade mostrou que ao longo dos 6,3 quilômetros da rodovia foram feitas 39 entradas. Quem vai de Bauru a Piratininga pode ter que parar no meio do trajeto para desviar de algum veículo que sai de uma das 21 entradas instaladas ao longo da via neste sentido. Já na pista contrária, seriam 18 porteiras.

Como na maior parte da via não há acostamento, os motoristas que precisam entrar em alguma propriedade ou condomínio são obrigados a fazer as conversões direto na pista, colocando os outros e eles mesmos em risco.

Em 2009, quando o Estado recapeou a rodovia, dentro do Programa Pró Vicinais, a empresa que executou a obra desenvolveu um projeto para outras melhorias na pista. Dentre elas, estava a construção de acostamentos, entretanto, até agora nada foi feito no local.

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