Gírias, brasileirismos, expressões do mundo virtual, definições de palavras que nomeiam as tendências ecologicamente corretas e locuções usadas coloquialmente entraram para o "Dicionário Escolar da Língua Portuguesa Aurélio Júnior" que a Editora Positivo lançou recentemente. Com 992 páginas, a obra traz 30 mil verbetes incluindo a pronúncia de termos estrangeiros e vocábulos de diversas áreas do conhecimento.
De acordo com a editora de dicionários, Valéria Zelik, que organizou a obra, "o ?Aurélio Júnior? tem a cara de seu leitor". O dicionário é essencialmente escolar e ajuda os jovens a ampliar seu vocabulário e sua cultura.
Algumas palavras que já haviam caído no uso cotidiano, mas que ainda não tinham definição oficial, foram incluídas. É o caso de "ecobag", a sacola ecológica, e de termos do mundo digital como "baixar", "blogar" e "pen drive". Também não ficaram de fora gírias como "ferrar", "panca", "pintar", "ralar", e expressões como "topar a parada". "A língua é viva, temos que acompanhar sua evolução, e o dicionário é uma ajuda valiosa para isso", ressalta Valéria.
Nos apêndices do dicionário, há orientações para produção de textos, resumo gramatical, símbolos e unidades de medidas, formas de tratamento, coletivos, vozes ou ruídos produzidos por animais, unidades da federação, presidentes do Brasil, tabelas de países com as respectivas capitais, adjetivos pátrios e moedas e minienciclopédia.
Para essa edição, as abreviaturas foram trocadas por reduções fáceis de entender, ou simplesmente foram eliminadas. Por exemplo: s.m. foi substituído por subst. masc. (substantivo masculino). O "Aurélio Júnior" foi lançado na Bienal Internacional do Livro, em setembro passado, no Rio de Janeiro, e pode ser encontrado nas livrarias a partir de R$ 32,80.