Lembro-me muito bem de uma frase que um grande amigo me disse: "O que nos custa mais caro é a busca pelo luxo e conforto". Muitas coisas que seriam para simplificar nossas vidas, acabam por complicá-las de vez. Iniciando minha 5ª (quinta) década de vida, aos 41 anos posso afirmar que acompanhei a melhor fase de evolução tecnológica.
Na minha infância, o telefone e a televisão podiam ser tidos como o auge da tecnologia. Poucos tinham uma linha "fixa de telefone" ou um televisor "colorido" em suas casas. Computadores, então... nem pensar! E não se morria pela falta de tecnologia. Quando íamos ao supermercado fazer compras, cordialmente nossas compras eram acondicionadas em sacos resistentes de papel, afinal de contas, não existiam as tão poluentes sacolas de plástico e seria no mínimo muito indelicado deixar um "cliente" sair de sua loja com os produtos à mostra, sem nenhum tipo de embalagem.
Nem sacos de lixo existiam e o lixo domiciliar era colocado em latas que após o serviço dos coletores de lixo, eram deixadas de volta em frente as nossas casas (sim, algo meio "esquisito", mas eficiente! E também vale lembrar que não produzíamos tanto lixo!). Que tal se voltássemos um pouquinho no tempo e os nossos supermercados adotassem novamente esta ideia! Alguns tamanhos variados de sacos de papel resistente. Quanto ao lixo domiciliar, que tal as velhas latas?!
O que, com certeza, não pode continuar é do jeito que está! Sermos obrigados a comprar embalagens para acondicionar nossas compras em supermercados que são vendidas com uma boa margem de lucro para os mesmos. Soluciona-se um problema criando outro!
Maurício José Magnani