Fui ao mercado com minha esposa e como as crianças não estavam junto, a compra foi mais tranquila (quem tem criança sabe como é...). Então, fiz algo que nunca tinha feito. Uma vez, vi uma reportagem que dizia que os preços dos produtos nos mercados às vezes eram diferentes nas prateleiras do que no caixa, na hora de pagar. Então, comentei isso com minha esposa e resolvemos marcar os preços que estavam na prateleira. Para minha ingrata surpresa, no caixa deu uma diferença em sete produtos que estavam com preços diferentes, somando um total de R$ 1,50 no final.
Então, a moça do caixa chamou o fiscal de caixa, que veio de patins e, sem olhar para ninguém, passou o cartão que autorizava o estorno da diferença como se ele tivesse fazendo um favor para mim. Outro cliente que estava aguardando sua vez já ficou olhando feio, pois estava demorando, outra pessoa falou que isso é coisa para quem não tem o que fazer.
É verdade. É coisa para que tem tempo ou não tem o que fazer, o que não é meu caso. Mas depois, pensando no caso, já imaginou quantas pessoas que como eu não conferem os preços das coisas e quanto não dá por mês se cada cliente deixar ser lesado com R$ 1,50? A conta pode ser muito alta, isso que é lucro. Então, para ser taxado de chato é necessário se fazer de trouxa. Lógico que R$ 1,50 não vai te deixar mais pobre, mas pode deixar muita gente rica.
Sérgio Ricardo Adami