Acostumado a ver jogadores indo para outros clubes após quase ter sucesso em suas negociações, o Palmeiras jogou alto para trazer Wesley, do Werder Bremen. Ofereceu quase 1 milhão de euros a mais do que os alemães pediam e espera anunciar o acerto com o volante até amanhã.
Hugo Garcia, empresário de Wesley, está na Alemanha para fechar os últimos detalhes. Mas ninguém no Palmeiras confirma o acerto, apesar do otimismo. "Está caminhando bem, mas vamos esperar estar fechado para poder confirmar", disse o presidente Arnaldo Tirone. Se tudo der certo, Wesley será o quinto reforço alviverde para a temporada - o clube já fechou com os laterais Juninho e Artur, o zagueiro paraguaio Román, o meia Daniel Carvalho e o atacante argentino Hernán Barcos.
O Palmeiras deve pagar 6 milhões de euros para trazer o volante. Apesar de Tirone dizer que "esse valor é muito alto e que não pagaremos tudo isso", a reportagem apurou que esta foi a proposta oferecida pelo clube paulista. Além de aumentar em quase R$ 100 mil o salário que havia sido prometido ao jogador pelo Atlético Mineiro. "Não entendemos nada. A gente já havia acertado praticamente tudo e de repente vimos que o Palmeiras estava pagando os 6 milhões de euros", contou Alexandre Kalil, presidente do Atlético.
O dirigente diz que não ficou chateado com os palmeirenses, até porque não foi o Atlético quem correu atrás de Wesley. "Ele foi oferecido pra gente e chegou até a vir aqui pra Belo Horizonte pra conversar, há uns 20 dias. Já tinha acertado o salário com ele, por R$ 220 mil, e íamos pra Alemanha pra tentar diminuir o valor pedido pelo clube", disse o presidente. "Eles queriam 5,2 milhões de euros, mas acho que fechávamos por 4,5 milhões. Por isso acho esquisito o Palmeiras estar pagando bem mais do que eles pediam pelo Wesley".
Enquanto o Atlético iria pagar a quantia em quatro anos, a proposta alviverde foi de acerto em três parcelas. E um dos problemas para o negócio ainda não ter sido fechado foi justamente esse: o Palmeiras ainda não levantou os 2 milhões de euros da primeira parcela e o Werder Bremen reluta em aceitar as garantias financeiras do clube paulista. Após reunião entre dirigentes alemães e o empresário do jogador ontem, mais conversas estão marcadas para hoje.
Wesley nem jogou pelo Werder Bremen na rodada deste fim de semana contra o Freiburg, no domingo, mas continua treinando com o resto do elenco nesses últimos dias. O clube alemão espera um desfecho até amanhã.
Valdivia ?de molho?
A lesão na coxa direita fará o meia Valdivia perder uma sequência de, pelo menos, três a quatro jogos no Campeonato Paulista. Ontem, o Verdão anunciou que o atleta vai enfrentar 15 dias de fisioterapia e depois passará por uma nova avaliação.
Em exame de ressonância magnética, foi constatada uma pequena lesão muscular na coxa direita do chileno. No clássico deste domingo contra o Santos, na cidade de Presidente Prudente, Valdívia foi substituído ainda na etapa inicial.
Já é certo que o meia não enfrenta XV de Piracicaba e Ituano, ambos no Pacaembu, e Guaratinguetá, fora. A tendência é que ele ainda fique fora contra o Oeste (dia 22) e seja dúvida para enfrentar o São Paulo (dia 26), em outros dois compromissos na capital paulista.