Nacional

Dilma indica ex-companheira de prisão para secretaria


| Tempo de leitura: 1 min

Brasília - A socióloga, pró-reitora da Universidade Federal de São Paulo e militante de esquerda na década de 60 Eleonora Menicucci de Oliveira assumirá na próxima sexta-feira a Secretaria de Políticas para as Mulheres. Filiada ao PT, ela assume no lugar de Iriny Lopes, que deixa o governo para disputar a Prefeitura de Vitória. Eleonora, 66 anos, foi companheira de prisão da presidente Dilma Rousseff durante a ditadura militar.

As duas estiveram no presídio Tiradentes, em São Paulo, que ganhou o nome de Torre das Donzelas, por abrigar presas políticas, na década de 70.

Desde o início de mandato, nove ministros deixaram o governo de Dilma, sete por suspeitas de irregularidades.

A nova ministra é doutora em ciência política pela USP e fez pós-doutorado na área de saúde e trabalho das mulheres. Eleonora também foi vice-presidente da União Estadual dos Estudantes de Minas Gerais e integrou a diretoria da União Nacional dos Estudantes (UNE).

Convidada por Dilma, ela esteve ontem em Brasília e conversou com Iriny e com a presidente sobre a pasta.

O Planalto mudou o tom das políticas para o setor em relação ao governo Lula. A principal aposta é em promover socioeconomicamente as mulheres, enquanto antes ações de combate à violência doméstica tinham maior visibilidade.

Jacira Melo, diretora-executiva do Instituto Patrícia Galvão, avalia que faltou "tom", verba e ousadia ao primeiro ano da secretaria sob o comando de Dilma.

A expectativa era ter "políticas com a perspectiva de gênero e raça implementadas de maneira mais forte e ousada".

Comentários

Comentários