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Novo ministro quer romper dilema


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Brasília - O novo ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro, tomou posse ontem dizendo que quer romper o "falso dilema" entre política e gestão pública e admitiu que atualmente os políticos sofrem com um "ceticismo" justificável.

Ribeiro assume a pasta no lugar de Mário Negromonte, também filiado ao Partido Progressista (PP) e que retoma seu mandato deputado federal.

Negromonte deixou o cargo depois de enfrentar uma série de denúncias de irregularidades à frente da pasta, o que obrigou o pepista a ir ao Congresso prestar esclarecimentos, e num momento em que a presidente Dilma Rousseff promove algumas trocas no primeiro escalão em busca de mais resultados para o governo.

"Venho de uma família de tradição política e nos dias atuais é forçoso reconhecer que vivemos um clima de grande, e até certo ponto justificável, ceticismo em relação aos políticos", discursou o novo ministro, que também é deputado federal.

Demonstrando que entendeu as exigências da presidente para o posto, Ribeiro foi repetitivo em dizer que agirá como um gestor e que apresentará resultados à Dilma. "É perfeitamente possível conciliar a atividade política com o rigor e a disciplina. É possível sim ter sensibilidade social à flor da pele e um foco incansável para gerenciar os mínimos detalhes da coisa pública", prometeu. "A boa política nos dias de hoje tem que estar baseada na gestão, na política de resultados", disse.

Apesar de terem militado em campos opostos dentro do partido nos últimos meses, tanto Negromonte quanto Ribeiro usaram um tom conciliador no discurso, fazendo referências positivas um ao outro.

O ex-ministro disse que volta à Câmara com duas metas: "apoiar o governo e contribuir com a unidade do Partido Progressista". Ele fez questão de se defender das acusações que sofreu ao longo do tempo que comandou o Ministério das Cidades. "Não há nenhuma irregularidade na nossa gestão à frente do Ministério das Cidades. Saio como entrei, sem nenhum processo e de cabeça erguida", discursou.

Dilma preferiu não fazer referências ao motivo da troca de comando no ministério, mas frisou que conta com o apoio de Negromonte no Congresso. Ao novo ministro, ela pediu que se esforce para aumentar os investimentos públicos.

Dilma disse que espera ver as metas da pasta sendo cumpridas e que a atividade exige do titular "capacidade de negociação, bom trânsito político e postura rigorosamente republicana", afirmou.

Negromonte é o nono ministro a deixar o governo e o sétimo a sair do primeiro escalão envolvido em denúncias de irregularidades.

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