Agudos – Os trabalhadores rurais da região incluíram na pauta o planejamento da campanha salarial igual a outros do mesmo grupo econômico para evitar diferenças de benefícios. Essa é uma das propostas que a Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de São Paulo (Fetaesp) fechou com representantes e dirigentes dos sindicatos filiados em reunião realizada em Agudos (13 quilômetros de Bauru) durante três dias.
A principal reivindicação é a questão salarial: caso o salário mínimo estadual ou nacional equipare-se ou supere o piso convencional, os trabalhadores querem como benefício um adicional de 10%. Por exemplo se for fixado em R$ 600,00 teria mais um percentual para chegar a R$ 660,00, embora grande parte tenha remuneração por produção, principalmente no corte de cana.
Outras propostas incluídas na extensa pauta é de o empregador fornecer marmita térmica aos trabalhadores rurais assalariados no ato da contratação; pagamento de auxílio creches para trabalhadores que tenham filhos de até quatro anos; assistência médica e odontológica gratuita; convênios com farmácias sem ônus para os trabalhadores rurais.
Segundo a Fetaesp, um ponto debatido em Agudos que servirá como meta no planejamento da campanha é o fator de sindicalistas vizinhos que atuam com os mesmo grupo econômico patronal atuem conjuntamente para que haja um padrão nas negociações, evitando diferenças de benefícios.
Para o presidente da Fetaesp, Braz Albertini, as propostas agora vão ser discutidas pelos sindicatos. "Algumas delas podem ser aperfeiçoados ou retiradas", declara.
O objetivo é a formalização de acordos ou convenções coletivas, por todo o Estado de São Paulo, com a observância da legislação em vigor. A data base é 1 de maio e término em 30 de abril de 2013.
No ano passado 63% da safra de cana de açúcar foi feita por corte mecanizado. A mão de obra para o corte manual cada vez está mais escassa no Estado de São Paulo, onde ainda há 180 mil pessoas trabalhando no corte manual, mas cada vez mais as usinas buscam trabalhadores de estados nordestinos.
"Cada 1% de cana colhida mecanizada representa 2.500 trabalhadores a menos de campo de trabalho", diz Albertini.