Com pelo menos uma alteração certa na equipe titular, o Noroeste encara o Atlético Sorocaba hoje, a partir das 17h, no Estádio Walter Ribeiro, em Sorocaba, defendendo sua invencibilidade na Série A-2 do Campeonato Paulista. O time bauruense soma, até o momento, oito pontos com duas vitórias - ambas em Bauru - e dois empates, ocupando a quinta colocação, dentro do grupo que garante classificação à próxima fase da competição. O Atlético Sorocaba é o nono, com seis pontos. A partida de hoje é a primeira de duas consecutivas que o Alvirrubro tem fora de casa, já que no domingo enfrenta o Rio Preto, às 10h, em São José do Rio Preto.
Para medir forças com os sorocabanos, Knevitz tem uma baixa certa: o zagueiro Marcelinho foi expulso na vitória por 1 a 0 sobre a Ferroviária, no último domingo, em Bauru, e cumpre suspensão automática. Seu substituto confirmado pelo treinador é Hélio, que formará a dupla de zaga com Thiago Júnior. Porém, o time tem duas dúvidas. No coletivo de ontem, o volante França e o volante-lateral Velicka foram poupados. Dos dois o que mais preocupa é França, com problema dentário. Caso não reúna condições de jogo, cederá sua vaga a Betinho, que treinou no time principal, ontem. Velicka foi preservado por causa de bolhas nos pés, mas é remota a possibilidade de não atuar hoje. Porém, se não puder entrar em campo, Alexandre está confirmado no setor.
Knevitz terá que mexer na escalação da equipe pela primeira vez desde a estreia na A-2 e se mostra conformado. "A gente conseguiu repetir quatro vezes. Tomamos gol no primeiro e segundo jogos e não mudei e isso foi firmando o time, encorpando. Agora, temos a saída do Marcelinho e tomara que não tenhamos mais nenhum problema, que o França e Velicka se recuperem", torce. O técnico analisa a entrada de Hélio na zaga. "O Hélio vem trabalhando bem e creio que está pronto para jogar. O ideal seria estrear em um jogo em casa, com o time completo, mas são questões do futebol e não podemos escolher. Tomara que repita no jogo o que vem mostrando nos treinamentos. É um menino dedicado e um profissional competente", considera Knevitz.
Pontos fora
O Noroeste faz dois jogos fora de seus domínios, onde ainda não venceu nesta A-2. Porém, o time também não foi derrotado como visitante. Assim, Knevitz mostra confiança em voltar com pontos da "miniexcursão". "Temos que jogar para não perder. Voltar com uma vitória seria interessante, são três pontos. Dois empates dão menos pontos, mas também é interessante. Não tem como projetar. O ideal seria a utopia, fazer seis pontos, ganhar os dois. É possível, mas difícil. Vamos buscar pontos, porque capacidade e time nós temos. Creio e espero que façamos boas apresentações", projeta o técnico.
Knevitz ainda evita fazer prognósticos de pontuação ou traçar metas de pontos ao final desta fase e usa uma estratégia simples para medir a eficiência de sua equipe: manter-se entre os oito primeiros colocados. "Não trabalho com este negócio de percentual. Acho que a gente tem que pontuar. Um empate, associado com vitória, sempre é bom, sempre nos joga para cima. Empate com derrota joga para baixo. Se empatar dois jogos na sequência, depois tem que fazer vitória. Vão acontecer derrotas, é quase impossível não perder. Mas quero mirar a tabela de classificação, temos que estar entre os oito. Não precisa andar em primeiro, tem que estar entre os primeiros. Chegar em primeiro, aí é outra questão, depois", destaca.
Adversário imprevisível
O técnico Amauri Knevitz espera uma partida difícil hoje à tarde não só pelo fato de o Atlético Sorocaba jogar em casa e precisar dos pontos para chegar ao G8 - o time ganhou dois e perdeu dois jogos até aqui -, mas pela característica peculiar de seu treinador, Fernando Diniz, montar sua equipe. "O treinador (Fernando Diniz) tem uma maneira de jogar diferente. Ele faz um esquema matar ou morrer e isso dificulta de jogar contra, já que não tem uma sequência, uma repetição. Quando analisamos futebol, existe uma lógica de repetição nos adversários e no nosso time e os times do Fernando Diniz não têm esta lógica", explica o treinador alvirrubro.
Knevitz salienta que a observação não é pejorativa, ao contrário, é um elogio ao estilo de Diniz armar seus times. "É uma novidade e é difícil marcar, o jogador executa mais de uma função e é livre para jogar, joga mais solto, mais descompromissado. Isso, quando encaixa, não tem marcação. Claro que quando dá errado... E é isso que queremos, que dê errado. Vamos marcar para neutralizar estas trocas de funções e posição", aponta o técnico do Norusca. Diniz não comandará o Atlético à beira do gramado hoje, já que cumpre suspensão. O time de Sorocaba vem de vitória sobre o São Bernardo por 2 a 1, no ABC.