Floresta - Em visita às obras de transposição do rio São Francisco no Estado de Pernambuco, a presidente Dilma Rousseff cobrou das empresas velocidade de “regime de cruzeiro” na construção do empreendimento.
Com orçamento de R$ 6,8 bilhões, 36% maior do que o originalmente previsto, a obra teve seu cronograma prorrogado até 2014, quatro anos além da previsão inicial. “Nós negociamos, nós resolvemos os problemas técnicos que havia, e agora nós queremos resultados”, afirmou a presidente ontem sobre negociação feita entre governo e empresas privadas para mudança de termos dos contratos.
Segundo o governo, isso se deve a aumentos de preços causados por obras não previstas nos projetos básicos, os chamados aditivos, e por compensações ambientais. Até ocorrer tais renegociações, as obras sob responsabilidade dos consórcios ficaram paralisadas.
A presidente reconheceu que determinados trechos da obra não tinham um prazo claro para conclusão. “Em parte, isso não vinha acontecendo”, disse.
Segundo o ministro Fernando Bezerra, que integrou comitiva da presidente, a partir de março todos os trechos estarão com obras em andamento. “Até final de fevereiro estaremos dando as últimas ordens de serviço”, afirmou.