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Rio define plano de emergência em caso de greve


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Rio - O Exército disponibilizou 14 mil homens para as funções de segurança pública, caso as polícias Civil e Militar entrem em greve no Rio de Janeiro.


A decisão foi fechada ontem em uma reunião no Comando Militar do Leste, sede da Força no Estado. Estiveram presentes representantes da PM, da Polícia Civil, do Corpo de Bombeiros, do Exército e da Força Nacional.


De acordo com um participante do encontro, a presença do Exército será estendida às Unidade de Polícia Pacificadora (UPPs), caso os policiais resolvam aderir ao movimento. O objetivo é evitar que as 20 unidades fiquem sem efetivo e as comunidades corram o risco de serem retomadas por traficantes.


Além disso, os bombeiros contarão com 300 homens da Força Nacional, além de 2.700 da própria corporação. “A greve dos bombeiros não é uma relação capital e trabalho. É uma relação de vida e morte. Meu pior cenário não prevê uma paralisação geral da corporação”, afirma o coronel Sérgio Simões, comandante dos bombeiros.


O plano emergencial do governo estadual foi definido ao mesmo tempo em que a Alerj aprovava a proposta do governo estadual de aumento das três corporações.


A proposta reduz o número de parcelas pagando todo o valor estipulado em fevereiro de 2013. São 12% de aumento agora e mais 25% daqui a um ano. Além disso, há mais R$ 100,00 de auxílio transporte e hora extra. Isso sem contar um novo aumento, acima da inflação do período entre fevereiro de 2013 e fevereiro de 2014.


Segundo o governo, com as gratificações o salário inicial da PM chega a R$ 1.669,33, e o da Polícia Civil a R$ 3.359,86. A proposta agradou representantes da Polícia Civil.


Até a noite, bombeiros e policiais militares ainda realizavam assembleia para decidir se entrariam em greve a partir de ontem. Nos discursos, líderes pediam que a população evitasse sair às ruas.


Na tentativa de esvaziar o movimento, o Corpo de Bombeiros prorrogou o expediente dos guarda-vidas até a meia noite - o horário normal de saída é 17h.


Cerca de meia hora antes do início da assembleia, alguns quartéis colocaram os policiais em forma para acompanhar a leitura do regulamento disciplinar.


Quarenta homens do Bope foram detidos por terem se recusado a policiar a assembleia da categoria.


O comandante-geral da PM, o coronel Erir Ribeiro da Costa Filho, determinou que todos os policiais permanecessem aquartelados. A prática aconteceu em quartéis do Interior do Rio.

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