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Bahia não detalha gravações e aumenta cerco aos grevistas

Folhapress
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Salvador - O governo da Bahia negou-se a divulgar detalhes sobre a maneira como conseguiu interceptar conversas telefônicas e mensagens de celular que evidenciam a articulação de ações por líderes grevistas da Polícia Militar do Estado.


Anteontem, o governo passou o dia divulgando áudios e textos que tinham como interlocutor o líder grevista Marco Prisco, já preso. Os grampos foram autorizados pela Justiça, segundo a Secretaria de Segurança Pública.


A pasta, no entanto, alega não poder informar quando o governo pediu a quebra de sigilo telefônico e nem quando a Justiça o autorizou. Também não  informa quem e quantos foram grampeados.


A restrição às informações decorre de uma avaliação do serviço de inteligência, afirma o governo baiano.




Cerco aos grevistas


O governo também tentou apertar o cerco contra os PMs que permanecem em greve. Deu um ultimato e anunciou que quem se recusar a voltar ao trabalho será punido com corte de ponto e sofrerá processos. Um dos líderes da greve, Ivan Leite, disse que “a tropa não vai ceder às ameaças”. “O governo vai ter que cortar o ponto de muita gente”.


A decisão foi anunciada pelo comandante geral da PM no Estado, Alfredo Castro. Ele disse que considera a greve “encerrada” e que, por isso, as ausências passarão a ser consideradas faltas.


Para Castro, 85% da categoria já retornou ao trabalho. Nas ruas, porém, o cenário é outro. A reportagem circulou por pontos de Salvador e viu poucos PMs e carros nas ruas.


O policiamento se concentrava na orla, centro e pontos turísticos, como o Pelourinho e o farol da Barra. O Exército também fazia patrulhas nesses mesmos locais.


Na periferia, o policiamento continuava precário. O clima ainda era de insegurança. As escolas particulares permaneciam fechadas. Bares estavam quase vazios.

 

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