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Ministro descarta ?efeito dominó?

Folhapress
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Brasília - O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, afirmou ontem que não haverá “efeito dominó” em outros Estados dos movimentos grevistas comandados por policiais militares na Bahia e no Rio. O ministro disse que a situação no Rio, onde os policiais decidiram pela greve em assembleia realizada anteontem à noite, está controlada.


Segundo Cardozo, apesar da tensão gerada pelos movimentos, especialmente na Bahia, o Carnaval será tranquilo em todo o País, ainda que essa tranquilidade tenha que ser garantida por tropas federais.


“Não tenho a menor dúvida de que o Carnaval transcorrerá em absoluta normalidade, na Bahia, no Rio de Janeiro, em todos os Estados brasileiros. O governo está pronto para mandar tropas, contingentes que forem necessários. Tenho certeza que os brasileiros vão brincar o Carnaval com muita alegria”, disse.


O ministro ainda fez coro à rejeição manifestada anteontem pela presidente Dilma Rousseff a respeito de uma eventual anistia aos grevistas envolvidos em atos de vandalismo. “A posição do governo é muito clara, somos contrários a qualquer forma de anistia. Não é possível que pessoas que tenham atuado praticando vandalismo sejam pura e simplesmente ignorados nos atos que praticaram. Todos devem respeitar a lei”, afirmou, após a cerimônia de posse da nova ministra da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, Eleonora Menicucci.



PR e RS


“Temos a caixa de fósforo, mas por enquanto ela permanece fechada”. A frase do subtenente Davi D’almeida, presidente da Sociedade Beneficente dos Subtenentes e Sargentos do PR, resume ainda a situação de AL, ES e RS, em que policiais farão assembleias nas próximas semanas.


No PR - um dos Estados em que, para o governo federal, há risco de greve -, PMs se reúnem na segunda para discutir propostas do governo.


Ainda que por ora descartem greve, os policiais, que reivindicam piso de R$ 4.513,00 (hoje é de R$ 2.438,00), já falam em “crise” no Estado. Isso porque o governo informou que irá enviar apenas em março para a Assembleia sua proposta.


Os policiais acusam a gestão Beto Richa (PSDB) de estar “procrastinando” o envio da proposta e de ter encerrado as negociações. Nas últimas semanas, houve no Estado carreatas e atos de PMs por reajuste.


O governo diz que não interrompeu negociações e que apenas fixou prazo para enviar a proposta ao Legislativo. Também afirmou estar “analisando as sugestões colhidas” e que o projeto final será primeiro apresentado aos PMs.


Os policiais esperam para segunda-feira uma resposta do comando da PM sobre as negociações e cogitam realizar novas manifestações.



Pernambuco

 

Em meio à greve e às ameaças de paralisação das forças de segurança pública de vários Estados, entidades que representam os policiais e bombeiros pernambucanos realizam, nos próximos dias, assembleias para decidir o início de greve durante o Carnaval.


A Aspra (associação dos praças), a União dos Militares do Brasil (UMB) e a Força Única convocaram as duas categorias para uma assembleia conjunta no próximo dia 17 de fevereiro. As entidades alegam que há uma “grande inquietação e insatisfação dos profissionais com a falta de respeito e de consideração do governo estadual durante as negociações salariais do ano passado”


Segundo o soldado Horácio Freire Júnior, da Aspra , não se trata de uma ameaça, mas a hipótese de uma paralisação não está descartada e dependerá do encaminhamento da reunião.

 

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