Uma adolescente de 15 anos diz ter apanhado de cinta de um homem de 50 anos, ontem à tarde, por ter se negado a manter relações sexuais com ele por estar menstruada. Ela foi encontrada pela Polícia Militar (PM), ontem à tarde, no quarto da casa dele, no Jardim Godoy, junto com outras garotas de 13 e 17 anos. A mais nova também foi atingida pela cinta ao tentar defender a amiga. Tanto a adolescente de 15 anos quanto o homem, pai de duas mulheres com 23 e 24 anos, confirmaram à reportagem que mantinham relações sexuais há mais de um ano.
As outras negaram qualquer contato íntimo, embora uma delas tenha comentado com a polícia que foi convidada por ele a ter um caso amoroso. A ocorrência chegou ao conhecimento da PM porque a irmã do acusado acionou a viatura por conta do desentendimento. Ambos moram num mesmo terreno. Ela, a mãe e duas filhas adolescentes na casa da frente e, ele, na casa do fundo de um imóvel situado na rua José Bonifácio.
Segundo a denunciante, a garota de 15 anos apanhou porque teria chegado com as amigas muito tarde da balada e acordado também após as 12h. A versão foi confirmada à reportagem pelo homem, que diz amar a garota – para quem compra roupas e ajuda com cesta básica a família humilde que mora no Ferradura Mirim. A menina de 15 anos admite um único auxílio e que se escondeu da própria mãe na casa dele, uma vez em que ela foi buscá-la. Explica que ele não foi seu único homem, mas que atualmente prefere meninas e tem uma namorada.
Diz preferir o ‘capeta’ a ele, embora o adulto acredite no amor dela. Ambos garantiram à reportagem que não assistiam juntos aos vídeos pornográficos que foram encontrados no quarto e apreendidos pela polícia. A adolescente garante que só assistia aos filmes de terror. O acusado diz ter sido alertado para não levar adolescentes para casa até pela própria mãe. Mas por conta da insistência dela, sucumbiu.
Alega ainda que a protege dos traficantes do Ferradura Mirim, que também exigiriam manter relações sexuais com a garota. A menina negou e comentou com a reportagem que o homem é ludibriado por traficantes, que já tiraram dinheiro dele. Afirma que já usou drogas, mas que atualmente não mais.
Com o corpo e o jeito de menina que é, ela só chorou quando a mãe chegou e gritou com ela no plantão da Polícia Civil, onde o caso ainda estava em andamento até o fechamento desta edição. Depois comentou “minha mãe não está brava, mas triste”. Os nomes foram preservados em respeito ao Estatuto da Criança e do Adolescente e porque a ocorrência ainda estava em andamento.