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Policiais e bombeiros do Rio adiam decisão sobre greve


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A decisão sobre a manutenção ou suspensão da greve dos agentes de segurança pública do estado do Rio foi adiada para amanhã (13). Durante ato de repúdio às prisões de militares acusados de incitar o movimento, hoje na orla de Copacabana, os manifestantes agendaram uma assembleia para esta segunda-feira, às 18h, no centro da cidade.

“Decisão certa. Na minha opinião, a ordem é o que foi dito aqui: que o governador [Sérgio Cabral] retire o aumento que deu, o que quer dar e tire 10% dos nossos salários, se a questão é essa, mas o mais importante é soltar os companheiros. O movimento é pacífico e ele está tratando como se fosse um movimento desordeiro”, disse o cabo Lopes, da Polícia Militar (PM).

Mesmo com o anúncio da suspensão do movimento por parte da Polícia Civil, agentes da corporação participaram do ato de repúdio. O presidente do Sindicato dos Policiais Civis (Sinpol), Fernando Bandeira, explicou que existem duas representações da categoria - o Sinpol, criado em 1993, e o Sindipol que, segundo histórico divulgado na página da entidade na internet, representa desde 2007 a reativação de uma instituição criada há quase 20 anos.

A representação da categoria hoje está dividida entre os dois sindicatos. Cada entidade contabiliza uma média de 1,5 mil policiais civis filiados. Bandeira criticou o anúncio de suspensão da greve feito ontem (11) pelo diretor jurídico do Sindpol e garantiu que a Polícia Civil continua no movimento.

“A decisão foi tomada em assembleia. A gente não pode tomar a decisão de sair da greve sem conversar com as outras categorias [bombeiros e Polícia Militar]. Essa ilegalidade de suspender a greve é um desrespeito até com os policiais civis”, protestou o presidente do Sinpol, reafirmando que a categoria continua com os atendimentos reduzidos e apoiando a pauta de reivindicações.

O sargento Paulo Nascimento, um dos líderes dos bombeiros, reafirmou a posição da categoria. “Temos que manter a greve, mas dentro da normalidade e legalidade. Repito que mantemos 30% dos atendimentos sendo feitos”.

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