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Whitney Houston é encontrada morta


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Los Angeles - Whitney Houston, uma das grandes vozes de sua geração, protagonista de um declínio pessoal que envolveu cocaína e um casamento conturbado, morreu no sábado à tarde, aos 48 anos. A cantora foi encontrada morta na banheira de um quarto do Beverly Hilton Hotel, em Los Angeles, onde cantaria em uma festa de Clive Davis, seu mentor e criador da Arista Records.


A morte foi decretada pouco depois das 16h (horário local), após bombeiros tentarem ressuscitar a cantora por meia hora, de acordo com o “New York Times”. Foi o ponto final de uma história que viu a glória proporcionada por vários singles que chegaram ao topo nos anos 80, vendas de discos que passaram de 10 milhões, e uma carreira de atriz que rendeu o megahit “I Will Always Love You”, regravação do clássico country de Dolly Parton.


Viu também um casamento abusivo com o cantor Bobby Brown, cujas derrocadas foram postas sob as lupas dos tabloides. Em uma entrevista com Oprah Winfrey, em 2009, a cantora revelou que o relacionamento foi marcado por ciúme profissional, uso pesado de drogas e confrontações físicas.


A polícia não encontrou substâncias ilícitas na suíte do hotel. Havia, no entanto, medicamentos controlados e existe a suspeita de que a morte tenha sido causada por afogamento na banheira, devido a uma overdose. O tenente Mark Rosen assegurou que “não havia sinais de intenção criminosa”, informou o site TMZ.


Whitney Houston tinha tanto talento quanto pedigree. Sua mãe, Cissy Houston, fora backing vocal de Aretha Franklin, que por sua vez era madrinha de Whitney. Dionne Warwick era sua prima, e foi essencial para o desenvolvimento da cantora.


Ela lapidou sua voz desde cedo, cantando em corais da igreja e ocasionalmente subindo ao palco com sua mãe. Na adolescência, foi backing vocal de Chaka Khan em “I’m Every Woman”, hit que Whitney regravaria no início dos anos 90 e seria lembrado como um dos marcos de sua carreira.


Pouco antes de morrer, a cantora teria falado com Dionne e com sua mãe, que teria informado à polícia que sua filha parecia bem. O vozeirão impecável foi descoberto por Clive Davis, manager de Aretha Franklin e outras divas, no início dos anos 80, enquanto a cantora se apresentava em uma boate.


O produtor planejou seu disco de estreia, “Whitney Houston”, por dois anos, e Whitney o lançou em 1985, chegando três vezes ao topo da Billboard com os hits “Saving All My Love for You”, “How Will I Know” e “Greatest Love of All”. Por “Saving All My Love For You”, a cantora venceu um Grammy, prêmio que receberia outras cinco vezes.


O sucesso foi ampliado com “Whitney”, de 1987, o primeiro disco de uma cantora a estrear em primeiro lugar nas paradas, e que deu à diva mais 4 números um. Seu terceiro álbum, “I’m Your Baby Tonight”, de 1990, chegou outras três vezes ao topo.


Durante os anos 90, a cantora apostou em uma carreira de atriz que foi inseparável de sua persona musical. “O Guarda-Costas”, filme de 1993, em que contracenou com Kevin Costner, lhe rendeu uma trilha sonora que vendeu 17 milhões de cópias, impulsionada por “I’m Every Woman”, “I Have Nothing”, “Run to You” e “I Will Always Love You”, a fervorosa canção de amor que se tornou sua música mais conhecida.


O filme foi o ápice de sua carreira, que começou a desandar em meados dos anos 1990, por causa do uso de drogas. No início dos anos 2000, seus discos passaram a vender menos e sua voz indicava sinais de deterioração.


Em um reality show com o marido Bobby Brown, a cantora aparentava estar desgastada pelas substâncias. Embora existam rumores de que ela tenha usado crack, Whitney os negou em uma entrevista de 2002.

 

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