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Mãe de Eloá aguarda confirmação de pena do acusado para "ter paz"


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São Paulo - Agora falta pouco. Três anos e quatro meses após ver a filha Eloá ser assassinada pelo ex-namorado, Ana Cristina Pimentel, 45 anos, conta os dias para saber quanto tempo Lindemberg Alves passará na prisão. Ela não tem dúvidas sobre a condenação, apenas curiosidade a respeito do tamanho da pena, que, se for máxima, poderá chegar a cem anos.


Enquanto espera pela confirmação, Ana Cristina retoma a vida, incentivada pelo nascimento do primeiro neto - Vitor, 7 meses. “Nunca vou esquecer o que aconteceu, mas tenho de continuar vivendo. Tenho outros dois filhos.”


Sem mencionar o nome Lindemberg, a mãe da vítima revela que, além de justiça, espera que “ele” se arrependa. “Até agora, isso não aconteceu. Na última audiência, no ano passado, olhou para mim e para meus filhos e riu da nossa cara.”


Além de sair do fórum com a certeza de que o assassino de sua filha pagará por seus crimes, Ana Cristina espera também fechar o capítulo mais triste de sua vida. “Ter paz. É só o que quero”, afirma.


Paz para cuidar da família e lutar para ter de volta o marido, que perdeu em meio à angústia do sequestro. Everaldo Pereira dos Santos é suspeito de participar de grupo de extermínio em Alagoas. Preso um ano depois de perder a filha, ele ainda se corresponde com a mulher da prisão no Nordeste. “Sonhamos ficar juntos novamente.”

 

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