Internacional

Polícia dispersa manifestação na Grécia; milhares permanecem nas ruas

Agência Brasil
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A polícia de Atenas dispersou ontem (12) a manifestação convocada para a Praça Syntagma, em frente ao Parlamento grego. Os agentes usaram bombas de gás lacrimogêneo e empurraram as pessoas para as ruas laterais, mas muita gente permanece nas imediações do prédio.

A manifestação reuniu 25 mil pessoas - 15 mil próximo à sede do Parlamento e 10 mil a 1 quilômetro de distância, nas imediações da Praça Omonia. A polícia local destacou 3 mil homens para a operação.

Não houve pânico durante a retirada dos manifestantes da praça. Durante a ação, milhares de pessoas se acotovelavam por estreitas ruas, mas em ordem, como se estivessem há muito habituadas a esse tipo de situação.

"Foi uma ação inesperada, pensei que nos deixariam fazer a manifestação e voltar para casa. A polícia foi muito agressiva. Nem nas manifestações dos indignados, entre maio e julho, isso aconteceu", disse Haritina, uma manifestante.

Milhares continuam concentrados nas ruas e praças do centro de Atenas, mas já um pouco afastados do Parlamento. Muitas pessoas usam proteção para os olhos e para o rosto, incluindo máscaras cirúrgicas.

O novo plano grego de resgate, cuja adoção é exigida pelos credores internacionais para impedir a bancarrota e manter Atenas no euro, levou à convocação, em caráter de urgência, de um debate parlamentar em que o governo de coligação socialista-conservador de Lucas Papademos detém maioria teórica de votos.

O novo plano de austeridade prevê, entre outras medidas, a demissão de 15 mil funcionários públicos até o fim do ano, em um total de 150 mil dispensas até 2015, redução de 22% no salário mínimo, que deverá situar-se perto dos 500 euros, e a liberalização das leis trabalhistas. A votação do projeto de lei está prevista para a meia-noite em Atenas (20h em Brasília).

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