Tribuna do Leitor

Radar escondido


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Como coordenador de Programa de Redução de Acidentes nas Estradas, membro de associação de vítimas e autor de vários estudos sobre o segurança nas estradas, não resisto a dar o meu depoimento. A nova resolução do Contran corrige um absurdo legal. O motorista sabe, pela sinalização, o limite da via e deve respeitá-lo. Ninguém é obrigado a andar em excesso de velocidade. Além do mais, a simples sinalização de que a via é controlada por radar é um reforço para alertar ao usuário a necessidade de respeitar os limites. Nenhum país sério alerta onde está o equipamento, até porque, como já ficou provado, o infrator reduz a velocidade e depois acelera. Isso explica o aumento de mortes que ocorreu em virtude da resolução anterior (214), a qual não contou com nenhum respaldo técnico. Foi criticada por todos os especialistas, inclusive da Câmara Temática do Contran.

A Resolução 214 foi publicada por decisão pessoal do ex-ministro. Hoje já existe fiscalização de velocidade via satélite, helicóptero (A PRF já vem usando nas federais) e tantos novos meios que a tecnologia oferece. Em breve vão querer placas indicando a localização do helicóptero, satélite, etc... A CNH é concessão do poder público, não é direito do cidadão. Depende de várias questões, inclusive o respeito as leis. Quem respeita limite não está preocupado com a resolução. Quem discute o tema não está preocupado com a segurança, mas sim com o risco de ser flagrado. Acidentes não acontecem, são provocados.


Rodolfo Rizzotto

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