Rio - Apesar da baixa adesão ao movimento, líderes dos PMs e bombeiros decidiram manter a greve ao menos até nova reunião na tarde de hoje.
A assembleia de ontem tornou-se uma reunião para discutir como negociar a libertação dos manifestantes presos: nove PMs e 11 bombeiros detidos em Bangu 1; outros sete PMs em um quartel da corporação e 162 bombeiros em detenção administrativa.
A Defensoria Pública do Rio decidiu atuar na defesa dos PMs e bombeiros presos em Bangu 1. O TJ do Rio disse que alguns pedidos já foram encaminhados para parecer do Ministério Público.
“Ainda não conseguimos falar com eles. Estão incomunicáveis. São presos políticos”, disse a estudante Ana Paula Matias, 29 anos, mulher do sargento do Corpo de Bombeiros, Alexandre Gomes Matias, 32 anos, preso em Bangu 1.
O deputado Marcelo Freixo (PSOL), da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia do Rio, disse que a prisão dos militares em Bangu 1 é “inaceitável” e “arbitrária”.
A ida dos presos para Bangu 1 é defendida pelo governo estadual como forma de isolar os líderes do movimento e “sufocar” a greve.