Jaú – Ontem à tarde, em cumprimento a mandado de prisão temporária expedido pela Justiça, policiais civis da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Jaú (47 quilômetros de Bauru) detiveram a calçadista M.R.S.C.S., 44 anos, acusada de assassinar a marteladas, no último dia 6 de janeiro, seu ex-marido Paulo de Sousa, de 45 anos (leia mais abaixo).
Segundo o titular da DIG, Gustavo Alonso Garmes, investigações apontaram a calçadista como sendo a autora do crime. “Após a oitiva de várias testemunhas, e graças ao empenho de toda equipe da DIG/Jaú, fortes indícios da participação de M.R.S.C.S. no homicídio de Paulo restaram demonstrados, sendo sua prisão cautelar solicitada ao Poder Judiciário”, diz.
O delegado conta que, em depoimento à Polícia Civil, a mulher negou envolvimento no homicídio. De acordo com ele, as investigações prosseguem com objetivo de reunir provas que possam comprovar a participação dela, bem como descobrir os motivos do crime e se a calçadista contou com a ajuda de alguém para matar o ex-marido.
Conforme divulgado pelo Jornal da Cidade, o corpo do servente Paulo de Sousa foi encontrado pela Polícia Militar (PM) na tarde do dia 6 de janeiro, após denúncia anônima, caído ao lado de um tanquinho de lavar roupas na residência onde ele morava, na rua José Moreno Gimenez, jardim Cila de Lúcio Bauab.
Ele estava de barriga para baixo, com os braços cruzados sobre o peito, e trajava apenas shorts. Além de grave ferimento na cabeça, que provocou afundamento de crânio, e de um corte no supercílio esquerdo, marcas encontradas no corpo da vítima mostraram que ela foi arrastada pelos pulsos.
Dentro de uma bacia, que estava num cômodo em construção, a polícia apreendeu um martelo sujo de sangue que, ao que tudo indica, teria sido usado para golpear o servente. No interior de um cesto de lixo, os policiais encontraram três panos de chão ainda úmidos que, supostamente, teriam sido utilizados para limpar parte da cena do crime.
A Polícia Civil acredita que Sousa tenha recebido os golpes na lavanderia, onde havia grande quantidade de sangue no chão. Na ocasião, a ex-esposa do servente chegou a ser levada à DIG e contou à polícia que morou com ele por cerca de dois anos e que, no último ano, vinha sendo agredida, o que fez com que saísse de casa no último dia 3
de dezembro.
A calçadista revelou ainda que havia visto Sousa pela última vez no dia 3 de janeiro, quando foi até a casa dele. Segundo ela, ele estava embriagado e não foi trabalhar, o que motivou sua preocupação. Ainda de acordo com a versão da mulher, um dia antes do crime, ela teria conversado com o servente por telefone e percebido que ele não estava bem.
Preocupada, ela teria voltado a telefonar para o ex-marido no dia 6, mas ele não atendeu as ligações. Segundo a calçadista, quando ela foi até a casa dele para ver como ele estava, já o encontrou sem vida.