A região de Bauru perdeu aproximadamente 15
postos de trabalho na indústria no mês de janeiro, segundo dados divulgados ontem pelo Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp).
Na comparação com dezembro do ano passado, o nível de emprego caiu
,59% e colocou a regional de Bauru - composta por 17 municípios - na desconfortável 31ª posição do ranking entre as 35 diretorias da entidade.
O resultado negativo foi puxado pelo segmento de confecção de artigos de vestuário e acessórios, que sofreu uma variação de -4,11% em relação a dezembro.
Também tiveram desempenho ruim os setores de celulose e papel (-3,91%), móveis (-2,68%) e veículos automotores e autopeças (-1,24%).
O resultado só não foi pior por conta das variações positivas dos ramos de produtos químicos (1,54%), produtos de metal, exceto máquinas e equipamentos (1,
5%) e produtos alimentícios (
,37). Nos últimos 12 meses, no entanto, o acumulado é de 2,92% positivos, o que representa um acréscimo de aproximadamente 75
postos de trabalho.
Surpresa
Segundo Domingos Malandrino, diretor do Ciesp em Bauru, devido à sazonalidade própria da indústria, já era esperado que alguns segmentos reduzissem a oferta de vagas de emprego no início do ano. Alguns ramos, entretanto, surpreenderam ao apresentar resultados negativos.
“É o caso, por exemplo, dos setores de autopeças e gráfico, que deveriam estar contratando. Já a queda do setor de confecção é justificável, porque realmente produz menos em janeiro”, elenca.
Malandrino alerta que, nos últimos 2
anos, o País vem atravessando um longo e persistente processo de desindustrialização, que, somente no ano passado, fez com que reduzisse em quase 1% a participação da indústria no Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. “A indústria está sendo aniquilada pela exportação de produtos chineses, por juros altos e pelo câmbio. Em Bauru, os trabalhadores não sentem tanto este processo porque a mão de obra excedente é absorvida pelo setor de serviços.”
Além da regional de Bauru, outras 13 diretorias do Ciesp apresentaram resultado negativo, 14 tiveram variação positiva e sete permaneceram estáveis. As regionais que geraram mais empregos foram Sertãozinho (3,42%), Araraquara (2,42%), Taubaté (2,
4%), Franca (1,99%) e São Carlos (1,95%). As piores: Matão (-1,95%), Santos (-1,31%), Santo André (-1,2
%), Guarulhos (-1,12%) e Sorocaba (-
,64%).
Para a Capital, a variação foi de -
,16%. A região do ABCD variou -
,33%. Na Grande São Paulo o resultado foi de -
,28%, o Interior teve oscilação positiva de
,32% e o Estado de São Paulo ficou praticamente estável, com uma variação de apenas
,
3%.