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Diariamente, centenas de "arquibancadas" são lavadas

Luciano Dias Pires
| Tempo de leitura: 2 min

O episódio em torno da atitude do DAE em lavar as arquibancadas do E. C. Noroeste, assunto esse destacado pela imprensa, principalmente por parte do Jornal da Cidade, também encontrou ampla repercussão em nossa Câmara Municipal, quando a oposição teve pela frente um "prato cheio" para suas críticas. Realmente, a postura do DAE mereceu censuras, cujos autores foram punidos.

No entanto, em nossas caminhadas matinais pela Nações Unidas, nos cansamos de observar que muitas "arquibancadas" são diariamente lavadas, sem qualquer economia quanto à água gasta. Funcionários de restaurantes, empresas públicas e particulares, com imensas mangueiras, por várias horas jorram água pelas calçadas, em um verdadeiro desperdício do chamado precioso líquido.

Será que o episódio das arquibancadas do E. C. Noroeste não poderia ser o ponto inicial para uma rigorosa verificação em torno do uso adequado da água potável? Não sabemos se há alguma lei referente ao assunto e a mesma não é obedecida, inclusive por falta de fiscais que venham autuar aqueles que assim procedem. Caso não exista e a aplicação possa ser constitucional, por que não administrá-la com a maior rigidez possível?

Infelizmente, não apenas em Bauru, como em todo o território nacional, inúmeras são as leis citadas como as mais perfeitas do mundo, porém não obedecidas por falta de uma vigilância severa e com punições igualmente rigorosas.

Como diz o dicionário: "potável, que é bom para se beber", esta afirmação tornou-se uma chacota, pois, além de ser consumida pelo ser humano, é desperdiçada em grande parte para se lavar calçadas, o asfalto, os veículos etc. Caso os direitos constitucionais não sejam feridos, uma lei em torno do assunto, já existente ou não, deveria ser bem fiscalizada, com o infrator punido dentro da maior austeridade possível.


O autor, Luciano Dias Pires, é jornalista, editor do Bauru Ilustrado

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