Turismo

Jamaica - Parte I

Eliane Barbosa
| Tempo de leitura: 7 min

Balneário é local ideal para quem busca atividades de aventura

Ocho Rios

Se a natureza foi generosa com a ilha jamaicana, pode apostar que, em Ocho Rios, também. O diferencial, no entanto, são as montanhas com floresta nativa, além de rios e cachoeiras, ideais para atividades de aventura.

Tal combinação faz de Ocho Rios o destino para quem vai levar a família ou, simplesmente, já cansou da trilogia praia-drinque-piscina. Não se deixe enganar pelo nome: não há oito rios na cidade, apenas quatro. O suficiente, diga-se, para garantir as mais variadas atividades. Acorde cedo e guarde fôlego: há muito o que fazer por lá.

Dunn?s River Falls

O parque nacional recebe centenas de visitantes por dia. Por isso, quanto mais cedo você chegar, melhor - em tempo: abre às 8h30, de sábado a terça-feira, e às 7h, de quarta a sexta-feira. A principal atração dá nome ao parque: uma sucessão de quedas d?água que terminam em uma praia repleta de vegetação nativa.

A rara paisagem, por si, já valeria o passeio. Mas o melhor mesmo é enfrentar as águas e subir as cachoeiras. O percurso não é difícil e dura, aproximadamente, uma hora. Um guia vai na frente indicando os pontos certos para pisar nas pedras - normalmente, ele acompanha grandes grupos, com média de 20 a 30 pessoas.

Parece que a água fria transforma todos novamente em crianças. Vale enfiar a cabeça sob as quedas d?água, molhar quem está do lado, dar risada. O último trecho é o mais íngreme, mas não se preocupe: se cansar no meio do caminho há áreas de escape. Na saída, perca-se entre as barracas de souvenir. Entrada: US$ 15. (www.dunnsriverfallsja.com)

Dolphin Cove

Prepare-se para ouvir uma impressionante quantidade de "anhs!" e "ohnns!" quando estiver lá. Os golfinhos, principal atração deste parque, são mesmo uma graça. Dá para começar o dia na Dunn?s River Falls e seguir para o Dolphin Cove, logo ao lado.

Há várias maneiras (e preços) de interagir com os animais. Dá para tocar nos golfinhos, nadar com eles ou, ainda, ter contato com os simpáticos mamíferos e, em seguida, ir a outro tanque alimentar tubarões. Programe sua ida com antecedência - os preços são sob consulta. (www.dolphincovejamaica.com)

Interação

Cada resort tem praia própria, com espreguiçadeiras, bar e todo o conforto que o turista sonhar. Só não espere muito contato com os moradores. Como o acesso a boa parte das faixas de areia é feito por dentro dos hotéis, você passará a maior parte do tempo cercado apenas de outros visitantes.

Para interagir com os jamaicanos será preciso deixar a tranquilidade dos resorts. Antes de sair (sim, você entendeu certo, sair), você terá de se identificar na portaria, dando nome e número do quarto. Questão de segurança, garantem os hotéis.

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Principal praia de Negril convida a uma caminhada despreocupada

Sete milhas - ou 11 quilômetros - de faixa de areia que servem de moldura para um mar ora azul escuro, ora verde clarinho. Seven Mile, a principal praia de Negril, convida a uma caminhada despreocupada.

Espere encontrar de tudo no caminho. A praia começa no resort Hedonism II, para adeptos do naturismo e, por razões óbvias, de acesso restrito. É o primeiro dos vários resorts do percurso até o modesto centrinho. Entre um e outro, seguranças vão perguntar em qual deles você está hospedado. E pode seguir em frente.

Você está no trecho mais glamouroso, onde a vida é feita de drinques coloridos, espreguiçadeiras almofadadas, passeios de caiaque. Beijos, fotos, buquês, eis que surge um casamento. Depois outro, e mais um.

Aos poucos, os resorts desaparecem e você chega a um trecho intocado, calmo, onde, no máximo, você encontrará algum morador. Hora de se refrescar em um banho de mar relaxante a ponto de deixá-lo com preguiça de sair da água morninha e transparente. Fique o tempo que quiser. Pressa para quê?

O trecho seguinte tem pequenos restaurantes, bares simples, comércio de quinquilharias turísticas: camisetas, pulseirinhas, colares com as cores do país, cangas, quadros de Bob Marley. E mulheres que trançam os cabelos das turistas à moda jamaicana pelo preço médio de US$ 25.

Não é preciso, logicamente, caminhar os 11 quilômetros da praia. Mas quanto mais longe você conseguir ir, maior será seu contato com a Jamaica. Parece óbvio, mas não é. Para serem poupados das constantes (e irritantes) abordagens dos vendedores, os turistas acabam blindados pelos hotéis. Excelentes em termos de segurança, um dos grandes problemas do país. Mas a tão exaltada cultura jamaicana acaba ficando em segundo plano. A escolha cabe a cada um.

GUARDE FÔLEGO

Se cansar no caminho, negocie um táxi - só se lembre de combinar o preço antes. Não há taxímetro e, muitas vezes, os carros tampouco são oficiais. Caso não queira arriscar, combine antes com um motorista indicado pelo resort um local e horário para buscá-lo.

Afinal, você vai querer guardar forças para curtir o fim de tarde no Rick?s Café (www.rickscafejamaica.com). Aberto em 1974, é parada obrigatória para quem vai a Negril. Chegue entre 16h e 17h, ainda com o dia claro, para acompanhar as performances dos clavadistas, que mergulham dos penhascos escarpados com saltos espetaculares - e às vezes coreografados.

Peça uma Red Stripe, a cerveja local, escolha uma mesa com vista estratégica para o mar e aguarde o sol baixar, deixando, aos poucos, céu e água com belos tons alaranjados.

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Saiba mais

Como chegar:

SP-Montego Bay-SP: desde US$ 1.229 na Delta (www.delta.com) e US$ 1.230 na American (www.aa.com.br). Com escala nos EUA


?Idioma: os jamaicanos falam inglês, mas, entre eles, usam o patois

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O que levar

O básico

Protetor solar para não torrar no forte sol caribenho, óculos escuros e repelente - os mosquitos não dão trégua


Dinheiro trocado

Uma vez fora dos resorts você precisará dar US$ 1 dólar aqui, outros US$ 5 ali. Na hora de comprar souvenirs, ter dinheiro trocado também ajuda na barganha - os preços, como em todo lugar muito turístico, são sempre inflados

Roupas dry-fit

Você vai querer ficar seco rapidamente depois de se aventurar em Ocho Rios

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O que trazer

Artesanato

Há muitos artistas especializados em escultura em madeira - há objetos por a partir de US$ 5. Pulseirinhas, colares, brincos e outros itens praianos não são muito diferentes dos encontrados em nosso litoral


Bob Marley

Há toda sorte de itens com a imagem do cantor. A não ser que encontre uma raridade, prefira comprar seus CDs por aqui, a preços mais em conta


Rum

Não esqueça de acomodar as garrafas na mala que será despachada

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Proximidade

Mais voos

Se depender do Ministro do Turismo do país, Edmund Barlett, a proximidade entre Brasil e Jamaica pode aumentar. Além das companhias aéreas que já fazem o trecho há negociações em andamento com outras para promover voos diretos da América do Sul ao país, sem a necessidade da cansativa conexão em Miami, nos Estados Unidos.

A Jamaica, disse ele, está interessada nos mercados emergentes, que não sofreram tanto os efeitos da recente crise econômica mundial. Ao contrário dos Estados Unidos, principal público do turismo jamaicano.

O segmento, afinal, é a principal atividade econômica do país de quase 3 milhões de habitantes. No ano passado, a Jamaica recebeu mais de 1 milhão de visitantes - grande parte desembarca em Montego Bay, onde estão o maior aeroporto e o maior número de resorts. Kingston, a capital, tem fama de violenta e dificilmente figura entre os destinos de pacotes turísticos.

Fique uma ou duas noites em Montego Bay - MoBay, para os íntimos. Será o suficiente para aproveitar seu resort, dar uma esticadinha até a histórica Falmouth e sair para uma das muitas casas noturnas da cidade, como as da rede Margaritaville.

Use o resto de seus dias em Ocho Rios, repleta de atrações de aventura, ou Negril, que tem o menor índice pluviométrico do país. O caminho terá a trilha sonora de Bob Marley , aproveite a paisagem e siga a filosofia local do "no problem".

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