Cultura

Estrela de Tibiriçá vai ?kizombar? na passarela

Mariana Cerigatto
| Tempo de leitura: 2 min

Kizomba, na língua africana, remete à alegria e união entre amigos. E o termo vai emprestar esse seu belo significado ao bloco Estrela do Samba de Tibiriçá, que vai entrar na passarela do Sambódromo com cem integrantes, duas alas e um carro alegórico.

 

O Estrela do Samba, inclusive, será a primeira agremiação a desfilar, no dia 19 de fevereiro, domingo, quando começa a programação no Sambódromo. A previsão é de que os sambistas de Tibiriçá desfilem às 2

h,  logo após a abertura com a Rainha, o Rei Momo e a Rainha da Diversidade.

 

Um dos destaques ficará para as fantasias, feitas com sementes naturais, como de milho, por exemplo. “Levaremos alegorias feitas com sementes de árvores, colares. Também estamos fazendo uso de diversos tipos de material reciclável, que podem ser reaproveitados”, explica a presidente do bloco, Ducinéia Cosmo. 

 

A letra do samba-enredo do Estrela de Tibiriçá exalta o significado de “kizomba”. “Quando um grupo amigo se encontra na África, tudo vira kizomba. Um churrasco aqui no Brasil, uma festa, pode ser chamada de kizomba”, frisou a presidente.

 

Ela ressalta que este ano o Estrela do Samba participa na categoria especial e vai desfilar pensando não somente em competir. “A gente sabe do potencial dos outros blocos, então não estamos participando apenas para competir. Queremos festejar o Carnaval da nossa kizomba, ao nosso modo, exaltando a união entre diferentes raças”, ressaltou. 

 

 

 

Mistura de raças

 

Fortalecer a união entre pessoas de diferentes raças é um dos objetivos mais que especiais do Estrela do Samba de Tibiriçá, que tem como enredo “África-Brasil, Miscigenação de Todas as Raças”. 

 

 “Como disse uma vez Martin Luther King: ‘Eu ainda verei meus irmãos sentados numa só mesa’. Essa é a essência que queremos mostrar, que as diferentes culturas e raças podem conviver bem juntas. Hoje o negro, por exemplo, se senta numa mesa com o branco. Esse é o nosso prazer, nossa kizomba”, enfatizou Ducinéia. 

 

O bloco, formado por certa de quantidade de membros afrodescendentes, que pertencem à tradicional família Cosmo, do distrito de Tibiriçá, vai valorizar a diversidade das etnias durante seu desfile. “O bloco é formado, em sua maioria, por negros e membros de várias gerações da família Cosmo, mas temos pessoas de outras raças também: brancos, loiros e japoneses”, indica Ducinéia.

 

“Quem comanda a bateria, por exemplo, é uma moça loira. Temos ainda participação dos índios da aldeia de Araribá, de Avaí. Queremos mostrar que não é somente o negro que sabe sambar”, finalizou. 

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