O prédio do Restaurante Universitário do câmpus da Unesp Bauru deve ser entregue em fevereiro de 2
13 com a construção que começa no início da semana. Contudo, o primeiro “bandeijão” levará algum tempo para ser servido.
A entrada em operação do RU não está definida porque depende de licitação de equipamentos, instalação e a definição se o restaurante será tocado com funcionários da própria universidade ou terceirizado. Extraoficialmente, a reportagem apurou que esse trâmite todo deve demorar, no mínimo, um ano.
O Grupo Administrativo do Câmpus (GAC) projeta que o RU deve produzir entre 1.
e 1.2
refeições por dia. O valor do “bandejão” será fixado dependendo de fatores como operacionalização e adoção de subsídio pela universidade, como existe em outros câmpus da Unesp com RU.
O prédio será erguido no terreno de frente ao Anfiteatro “Guilherme Ferraz”, o “Guilhermão”. O custo da obra está estimado em R$ 1.9
8.837,79 para uma área construída de 1.173,38 m² e capacidade para 444 lugares. Os recursos investidos virão da reitoria da Unesp e não foi informado quanto será investido para equipar o restaurante.
Ontem, integrantes do GAC, presidido por Jair Manfrinato, assinaram o contrato de construção com representantes da empresa R. Nascimento - Construtora e Empreendimentos Ltda, vencedora da licitação.
Desde ‘sempre’
O início da obra atende uma reivindicação estudantil ainda da época da estadualização da Universidade de Bauru, em 1988. O vice-reitor em exercício da Unesp, Julio Cezar Durigan, confirmou que a obra sairia, na última segunda-feira, em visita ao câmpus de Bauru, quando fez a entrega de benefícios, como a do prédio da moradia estudantil.
O diretor da Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação (FAAC) e membro do GAC, Roberto Deganutti, ressalta que, para o início da obra, foi necessária a superação de vários obstáculos.
Ele comenta que até se definir pelo terreno de frente ao “Guilhermão”, duas outras áreas no câmpus foram vetadas pela Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb) por serem terrenos da mata ciliar – cerrado.
Os estudos do GAC para definir um terreno iniciaram com a possibilidade de implantação do RU em área atrás do “Guilhermão”, local vetado. Um terreno lateral ao anfiteatro também recebeu veto da agência ambiental do governo estadual.
Restou então o terreno de frente ao “Guilhermão”, pensado no plano diretor do câmpus para abrigar um estacionamento para o anfiteatro.
Projeto: pago ou sem custos?
O JC repercutiu ontem com Roberto Deganutti, membro do GAC, uma informação extraoficial da possibilidade de a Unesp ter pago mais de R$ 1
mil por um projeto arquitetônico de RU e que não foi utilizado.
Segundo o GAC, o contrato de prestação de serviço com a arquiteta foi de R$ 6 mil. O estudo realizado pela profissional de arquitetura subsidiou o projeto que será executado, informa o GAC.
De acordo com Deganutti, o projeto do prédio foi elaborado sem nenhum custo para a universidade. Ele confirma que uma profissional de arquitetura apresentou um anteprojeto de restaurante. “A previsão da compra desse projeto que a arquiteta apresentou seria em torno de R$ 1
mil. Mas não foi comprado.” Ele acrescenta que, se o GAC e a reitoria, definissem pela execução do anteprojeto sugerido, haveria um processo de licitação.
De acordo com Deganutti, o anteprojeto previa a construção de um complexo, incluindo o RU, na área atrás do “Guilhermão”, vetada por questões de preservação da mata de cerrado.
Apresentação some da internet
O diretor da FAAC, que participou diretamente do processo junto com o presidente do GAC, na época, Luiz Henrique Monteiro, comenta que se definiu pelo projeto arquitetônico confeccionado pela Assessoria de Planejamento e Orçamento/Grupo Técnico de Investimento em Obras e Equipamentos (APLO/GOE), da Unesp em Bauru. “Com custo zero”, frisa Deganutti.
A apresentação da proposta, definida por Deganutti como um anteprojeto, ocorreu no final de junho de 2
9. Até a quinta-feira, era possível encontrar um link para uma matéria no site da Unesp (http://2
.145.16
.1/ru.php) com o título “Restaurante Universitário” e contendo três parágrafos descritivos do resultado de uma reunião do GAC.
A partir da consulta do JC aos representantes do GAC do câmpus de Bauru anteontem, desapareceu do site da Unesp a matéria. O texto dizia que “na última reunião do GAC foram apresentados os estudos arquitetônicos preliminares para a construção do Restaurante Universitário”.
Na sequência, define a relação entre universidade e a profissional de arquitetura.
Sem manifestação
A apresentação do anteprojeto ocorreu no final da segunda quinzena do mês de junho de 2
9, na sala dos Órgãos Colegiados e teve a presença de representantes dos diretórios acadêmicos Dacel, Capsi, Cacoff, Dafae, além dos membros do GAC.
O JC fez contato telefônico ontem com a profissional de arquitetura que apresentou a proposta inicial de RU, no entanto ela preferiu não se manifestar sobre o assunto.