A reforma do prédio da Estação Ferroviária pode não ser concretizada neste ano em Bauru e sua implantação ainda depende da aprovação junto ao Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado de São Paulo (Condephaat). O prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB) demonstrou, ontem, preocupação com a abrangência das exigências históricas e a inclusão da área contígua até ao pátio ferroviário, no Centro.
“O Conselho do Patrimônio enviou notificação ao empreendimento previsto para a área esquerda, para quem está olhando a estação de frente, onde há área livre, e também a área de contorno. Além disso, foram incluídos para processo de confirmação de tombamento prédios que já não teriam mais sentido serem tombados, que não contam mais com quase nada preservado”, cita Agostinho.
Além de discutir com a instância estadual do Condephaat a abrangência do tombamento, Agostinho informa que terá de ser apressada a liberação da própria sede da estação.
“Se o calendário de discussão e aprovação do que será realizado na estação demorar nós teremos dificuldades em contratar a reforma neste ano, onde a lei eleitoral exige, a princípio, que obras iniciadas sejam terminadas no exercício e não possam ficar para o governo posterior, mesmo com recursos reservados em caixa”, aponta.
A prefeitura ainda está concluindo os detalhes do projeto executivo, onde teremos o cálculo final do que tem de ser investido na estação. “Temos esse processo em andamento e depois será a hora de partir para a contratação da reforma. Mas se não tiver liberação não tem como arriscar a contratar, para não sofrer sanção depois, em razão do período eleitoral”, conta.
O prefeito disse que vai agendar reunião em São Paulo para discutir com o Condephaat a lista de exigências e a abrangência. “Temos empreendimentos previstos para o local e investimentos programados. É preciso bom senso na discussão do tombamento, que é importante, mas que tem de levar em conta vários fatores, inclusive a conveniência e viabilidade do que está sendo tombado”, finaliza.
O projeto executivo da estação ferroviária vai apontar quais instalações terão de ser reformadas para a transferência das estruturas de Educação e Saúde para os pavimentos do local. A área térrea vai contemplar espaço cultural e o Restaurante Bom Prato.