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Bloco Bola Preta anima carnaval no Rio de Janeiro

Agência Brasil
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Reprodução

Folião se diverte com fantasia de homem-bomba

Coelhinhas, bailarinas, punks, abelhas e perucas coloridas sobressaíam-se entre a multidão de fantasias de bolinhas pretas neste sábado (18) no centro do Rio, no mais tradicional e repleto bloco de rua carioca, O Cordão da Bola Preta. Devido ao forte calor de mais de 30 graus, a maioria optou por roupas leves e curtas, sobretudo, os homens cujas sainhas e sutiãs eram mais ousados que os das foliãs.

A concentração começou às 8h. Às 10h, quando o bloco saiu, a Avenida Rio Branco estava tomada de pessoas sambando e cantando marchinhas. Pela segunda vez no carnaval carioca, a paraense Rosiclea Margalha disse que o Bola Preta foi tão marcante no ano passado que este ano ela trouxe a filha e a irmã.


“Foi emocionante. É um carnaval muito nostálgico. A gente lembra da infância, das músicas daquela época e se arrepia. Ano passado viemos eu, meu marido e meus cunhados. E este ano trouxemos o resto da família”, disse a fisioterapeuta, com um vestido branco de poá preto, estampa idêntica a do restante dos parentes.


Para Sidney Souza de Assunção, este é o sétimo ano no Bola Preta. Precavido, trouxe uma caixa de isopor com rodinhas, carregado de bebidas para ele e os amigos. “São mais de dez engradados de cerveja. Dá para este e os outros blocos para onde iremos depois. Ainda não sei qual. Na hora a gente vê”, disse o jovem coberto por uma espessa barba e peruca preta, numa mescla entre o chefe da Al Qaeda Osama Bin Laden e o Brutus, o algoz do Popeye.


O Cordão do Bola Preta foi fundado em 1918. Suas cores são o Branco e o Preto, e o uniforme oficial é qualquer roupa branca com bolinhas pretas. O bloco toca apenas marchinhas, a última delas é a Cidade Maravilhosa, composta por André Filho em 1935.

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