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Câncer, no topo da lista de morte

Da Redação
| Tempo de leitura: 3 min

Todo o ano, mais de 12,7 milhões de pessoas são diagnosticadas com câncer, e 7,6 milhões, morrem vítima da doença. A informação é da Organização Mundial da Saúde (OMS). A expectativa é que em 2

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o número de novos casos da doença vá para 26 milhões e ela passe a ser a principal causa de morte no mundo. No Brasil, segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), mais de um milhão de pessoas serão diagnosticadas com a doença, nos próximos dois anos.

 

Em Bauru, a assessoria de imprensa do Hospital Estadual informou que só no ano passado foram atendidos 99

novos casos da doença. O câncer de pele apresenta a maior incidência nas mulheres, seguido pelo câncer de mama e intestino. Já nos homens, o câncer de próstata é o mais comum, seguido pelo câncer de pele e estômago. O hospital realiza, por mês, cerca de 1.5

sessões de quimioterapia.

 

Com o envelhecimento da população, o câncer deve ultrapassar as doenças cardiovasculares, e ocupar o primeiro posto das causas de morte. Segundo o oncologista de Bauru, Dr. Paulo Eduardo Souza, o câncer pode ser diagnosticado em todas as idades, mas é predominante na população mais velha. “Quanto mais se vive, maior o índice da doença ser constatada. Por isso, é importante escolher bem os alimentos, praticar exercícios físicos e não beber. Além de prevenir a doença, qualidade de vida é fundamental.”

 

Os prognósticos são alarmantes. Porém com o avanço da medicina, que garante melhor qualidade de vida e até a cura do paciente com câncer, é possível apresentar uma resposta favorável aos dois grandes temores enfrentados pelos pacientes, que são o medo da morte e o receio com os efeitos colaterais provocados pela quimioterapia. 

 

Em relação a esses medos, Souza explica que cada vez mais, o câncer se torna uma doença que pode ser curada, e os tratamentos têm se mostrado menos agressivos.  “O diagnóstico da doença não é um atestado de morte. Há um aumento progressivo dos índices de cura do câncer. Os tratamentos, não são mais tão agressivos como eram no passado, e com desenvolvimento de novas drogas, que atingem somente o tecido afetado, os efeitos colaterais no paciente são cada vez menores.”

 

 

A incidência da doença nos jovens é desafio para os médicos oncologistas

 

Os jovens têm chamado cada vez mais a atenção dos médicos pelo aumento da incidência da doença. A causa está relacionada a efeitos ambientais como a má alimentação, a falta de atividades físicas e o cigarro.

 

É o caso da estudante A.G.C., 14 anos, moradora do bairro Júlio Nóbrega em Bauru. Ela foi diagnosticada com um tumor maligno no pescoço em outubro do ano passado. O tratamento, com a quimioterapia, começou em dezembro. “Quando o médico me contou que eu estava com câncer eu não acreditei, pensava que o que eu tinha na garganta não era isso. Eu tomo os medicamentos diariamente, e vitamina três vezes ao dia. Chorar não vai adiantar nada”.

 

Os cuidados com a estudante incluem, além dos remédios, uma dieta com suplementos alimentares misturados com leite, para evitar a ingestão de alimentos sólidos. A mãe dela explica que o tratamento mexeu no orçamento da família. “A gente não têm gastos com os remédios, mas precisamos do leite e dos suplementos alimentares. Ela precisa tomar a vitamina varias vezes ao dia.” Desde quando a doença foi diagnosticada, a estudante recebe tratamento do Hospital Estadual de Bauru. 

 

 

Como prevenir

 

Não fume – o cigarro é responsável por 3

% das mortes de câncer

 

Mantenha uma dieta equilibrada rica em frutas e verduras e reduza proteína animal do cardápio

 

Procure ficar no seu peso ideal, evitando sobrepeso ou obesidade

 

Quadros infecciosos, causados por vírus ou bactérias, estão relacionados com 17% de todos os cânceres

 

É fundamental adotar comportamento de sexo seguro e vacinar as adolescentes contra o HPV, antes do início da vida sexual

 

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