Teerã - A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) encerrou sua mais recente missão ao Irã sem um acordo que permitisse a visita de seus inspetores a instalações militares do país, num fato que deve aumentar o risco de confronto com o Ocidente.
Em tom desafiador, o líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, disse que as políticas nucleares do país serão mantidas, apesar da crescente pressão internacional. “Com a ajuda de Deus, e sem prestar atenção à propaganda, o rumo nuclear do Irã se manterá firme e seriamente”, disse Khamenei à TV estatal.
Os EUA e outros governos ocidentais acusam o Irã de tentar desenvolver armas nucleares, o que a República Islâmica nega, alegando que seu programa atômico se destina apenas a gerar eletricidade para fins civis.
A delegação da AIEA que esteve em Teerã esperava visitar uma instalação em Parchin, a sudeste do Irã, onde a agência acredita que haja uma câmara de contenção para o teste de explosivos. Segundo a AIEA, o governo iraniano “não concedeu permissão” para a visita.
O fracasso da visita de dois dias da AIEA ao Irã pode prejudicar a retomada de um processo mais amplo de negociações, envolvendo seis potências mundiais - EUA, China, Rússia, Grã-Bretanha, França e Alemanha.