São Paulo - A polícia acredita que o tumulto que levou a interrupção da apuração das notas do Carnaval de São Paulo anteontem foi planejado. “Para mim a ação foi orquestrada, porque no momento do tumulto vários dirigentes das escolas de samba forçavam o portão quando Tiago entrou e pegou a notas da apuração”, disse o delegado da Divisão de Portos e Aeroportos e Proteção ao Turista, Mauro Marcelo de Lima.
De acordo com ele, oito pessoas serão indiciadas por danos ao patrimônio público e supressão de documentos. Entre eles estão Tiago Ciro Tadeu Faria, 29 anos, da Império de Casa Verde, e Cauê Santos Ferreira, 2
anos, da Gaviões da Fiel, presos anteontem e encaminhados na manhã de ontem para o CDP-2 de Pinheiros.
Outras três pessoas haviam sido detidas por porte de drogas anteontem, mas foram liberadas após assinar termos circunstanciado. Segundo a polícia, das oito pessoas que serão indiciadas, dois integrantes de escolas de samba já foram identificados e deverão ser convocados para prestar depoimento.
Imagens da confusão estão auxiliando na investigação da polícia e no trabalho de identificação dos outros quatro integrantes da confusão.
Todos os oito serão indiciados sob suspeita pelos crimes do patrimônio público e supressão dos documentos. Os crimes podem resultar em cinco (dano) e três (supressão) anos de prisão.
A diretoria da escola de samba Império de Casa Verde afirmou que a agremiação não pode ser responsabilizada pela confusão. Segundo o advogado da escola Eduardo Moraes, Tiago Faria não pertence à diretoria da Império e é apenas um torcedor, que desfilou pela primeira vez neste ano.
Ele afirma que o torcedor estava na arquibancada, onde ouviu uma história de que havia um acordo entre os dirigentes das escolas para que nenhuma fosse rebaixada neste ano. Como a apuração já estava se encerrando e não foi dito nada, ele se revoltou e tomou a atitude.