Cafelândia - Um carro de som percorre bairros rurais na cidade de Cafelândia (83 quilômetros de Bauru). No áudio, o anúncio de 14
vagas para motoristas, operadores de trator para transbordo e reboque, operadores de colhedora e ajudantes de plantio mecanizado.
A falta de mão de obra especializada e os planos de expansão da moagem de cana-de-açúcar levaram a Usina Lins, da cidade de Lins (1
quilômetros de Bauru), a recorrer pela primeira vez a um carro de som para recrutar funcionários.
A empresa pretende moer 1 milhão de toneladas a mais até 2
13. Na safra de 2
11, processou 1,3 milhão.
Mas para chegar a esse número, precisa de pessoal para preparar a terra, operar tratores e plantadeiras, entre outras atividades da usina.
O carro de som contratado pela usina percorre locais onde moram pessoas já familiarizadas com a terra, mas que não têm acesso a rádios e jornais. Por outro lado, essas mídias são usadas para anunciar vagas na região.
A experiência não é requisito: a falta de mão de obra faz com que a usina invista também em treinamento. Na entressafra de 2
11/2
12, foram aplicados R$ 2
mil para preparar os trabalhadores.
O treinamento abrange aulas de inclusão digital, noções de economia doméstica, comportamento e saúde.
Os salários brutos de quem opera máquinas agrícolas podem chegar a R$ 2.8
- mais que o dobro de um cortador de cana, que ganha cerca de R$ 1.2
, segundo a usina.