Turismo

Chapada Diamantina: a natureza em superlativo

Célia Rodrigues, especial para o JC Turismo
| Tempo de leitura: 3 min

Se você quer viajar para um lugar bacana, gosta de locais com história, tem espírito de aventura, curte o contato com a natureza e caminhadas, uma boa opção de destino é a Chapada Diamantina, no coração da Bahia, distante cerca de 420 quilômetros de Salvador. Para os amantes das pequeninas, pequenas e grandes coisas da vida, a região é como um parque de diversões natural, construído, e para os que têm fé, também abençoado por Deus. Local de histórias de coronéis, jagunços, escravos, do garimpo de ouro e diamantes o que há de mais valor na Chapada é o próprio lugar. Eu e meu marido estivemos lá.

A escolha da Chapada Diamantina não foi à toa não. Há alguns anos, fomos para a Chapada dos Veadeiros (GO) e ficamos encantados com tanta beleza. A partir daí, em nossas viagens, na hora de decidir para onde ir, começamos a incluir entre os destinos os Parques Nacionais e desde então já conhecemos vários deles com fartura de atrações e cenários naturais.

De acordo com inúmeras informações que recebemos, o Parque Nacional da Chapada Diamantina foi criado em 1985 e possui área de 152 mil hectares que abrange 57 municípios, entre eles Lençóis, Palmeiras, Andaraí, Mucugê, Itaeté, Iraquara, Seabra e Ibicoara.

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Lençóis: a porta
de entrada

A porta de entrada principal da Chapada Diamantina é Lençóis, na serra do Sincorá, fundada em 1845 com a prosperidade da economia garimpeira com as jazidas de diamantes. Para fazer uma comparação: Lençóis foi para a Bahia o que Ouro Preto foi para Minas Gerais. Chegar lá não é fácil não, dá um pouquinho de trabalho, mas pode ter certeza que vale a pena! Você pode ir de ônibus (cerca de 7 horas de viagem de Salvador), carro (cerca de 5h30 de Salvador), ou avião ? o município conta com aeroporto, mas os voos não são diários. Há boa infraestrutura de hotéis, pousadas e restaurantes. O centro histórico, tombado pelo Iphan (Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), abriga a única agência bancária e muitas agências de turismo, onde você pode contratar pacotes com guias bilíngues e instrutores para trekking, esportes radicais como rapel e mountain bike para os adeptos. A cidade é cortada pelo rio Lençóis onde mulheres ainda se reúnem para lavar roupa colorindo os grandes lajedos de pedra ao canto das águas do rio Serrano e da brisa que bate da serra.

A gente de lá é tranquila, despreocupada, simples, de fala mansa, adora contar histórias, e alguns possuem nomes curiosos, resultado da criatividade dos pais misturado a um sei lá bem o que. Um de nossos guias que se tornou fiel companheiro em alguns passeios foi Everlind, que afirmou ficar constrangido com a sonoridade e tanta beleza atestada no próprio nome e que prefere ser chamado de Fernando.

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A biodiversidade
e as pessoas

A viagem é uma oportunidade de contemplar o ecossistema e a biodiversidade do lugar, perceber, interagir com as pessoas dali e com turistas de diversos países, principalmente americanos, alemães e israelitas. E a Chapada acolhe todo tipo de turista ? do bicho grilo àqueles que só viajam em grande estilo em hotéis de categoria e diferentes classificações ? e o legal é que o espetáculo da Chapada é igual para todos. Você só vai ter que montar um roteiro de acordo com os dias que terá disponível e com o seu ânimo. Se você gosta de trilhas ? trekking ? a região tem dezenas delas, com maior e menor dificuldade. A mais famosa é a do Vale do Paty que dura de quatro a cinco dias e tem 70 quilômetros.

Para quem vai com o propósito de conquistar pelo menos os principais atrativos não pode faltar: uma mochila pequena, uma bota ou tênis antiderrapante para subir e descer pedras escorregadias, boné ou chapéu, protetor solar, repelente, agasalho, lanterna, cantil, capa de chuva, maiô, uma toalha pequena, e o que você não pode esquecer mesmo... câmera fotográfica.

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