Internacional

Oposição cobra governo por desastre

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Buenos Aires - Governo e oposição trocaram farpas ontem, no dia seguinte ao acidente de trem que matou 5

pessoas e deixou mais de 7

feridos na estação Once, no centro de Buenos Aires. A polícia ainda não chegou a conclusões com relação à causa da tragédia, mas os críticos ao governo de Cristina Kirchner cobraram melhor atuação por parte do Estado.

 

“O governo deve dar explicações para a falta de controles da TBA (Trens de Buenos Aires)”, disse o cineasta e líder do Proyecto Sur, Fernando Solanas. O diretor referia-se à empresa privada responsável pela linha, que recebia subsídios do Estado.

 

Um dos diretores da TBA, Roque Cirigliano, afirmou que o trem vinha operando de forma “aceitável” e que acreditava na hipótese de erro humano. Foi insultado aos gritos de “assassino”. 

 

O socialista Christian Castillo pediu a nacionalização dos transportes, enquanto as principais centrais sindicais defenderam que o governo retome o controle da linha.

 

O secretário de Transportes, Juan Pablo Schiavi, e o ministro do Planejamento, Julio de Vido, deram uma conferência a jornalistas na qual não se permitiram perguntas.

 

Disseram que o Estado atuaria “em defesa dos cidadãos”. Schiavi também amenizou declarações de ontem que repercutiram mal. 

 

O secretário havia dito que as pessoas que morreram por estar nos vagões um e dois compartilhavam “essa coisa da cultura argentina de querer ficar na frente para sair primeiro”. E também que, se o acidente tivesse ocorrido durante o Carnaval, não haveria tantos mortos. “Não estava tentando minimizar - apenas reforçar que por ser horário de pico, houve mais vítimas.” 

 

Deputados da oposição sugeriram que o secretário de Transportes deveria ir ao Congresso dar explicações. 

 

 

 

Desaparecidos

 

Dez famílias ainda buscavam parentes desaparecidos no acidente com o trem no fim da tarde de ontem, na estação de Once, em Buenos Aires.

 

Segundo as autoridades, os 5

mortos já foram identificados, mas ainda havia muitos feridos anônimos espalhados nos hospitais da redondeza.

 

A confusão de informações era grande, o que fez com que pais, mães, tios e irmãs mostrassem um nervosismo crescente. 

 

Andando de um endereço a outro, mostravam fotos, davam descrições físicas dos que ainda não haviam voltado para casa ontem.

 

Um dos casos mais chamativos era o de Estela Garcia, grávida de 9 meses que buscava o marido, Alberto Adrián Garcia. Após passar a madrugada atrás de informações, acabou sendo internada por estar muito nervosa. Garcia está entre os mortos.

 

Comentários

Comentários