Neide Carlos |
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Com 33 anos, Melissa Thiemi Kato conseguiu o título de doutora na FOB no ano passado |
Cerca de um terço da vida dedicada aos estudos. Com apenas 33 anos, foi assim que Melissa Thiemi Kato se tornou doutora em Biologia Oral pela Faculdade de Odontologia de Bauru (FOB) da Universidade de São Paulo (USP) no ano passado. Ela é uma das milhares que obtiveram o título pela universidade paulista, considerada, por meio de um ranking chinês, como a instituição que mais forma doutores no mundo.
A pesquisa, que envolveu 682 instituições, é o Ranking Acadêmico de Universidades do Mundo por indicadores, elaborado pelo Centro de Universidades de Classe Mundial (CWCU) e pelo Instituto de Educação Superior da Universidade Jiao Tong, em Xangai, na China. De acordo com os dados, em 2
11, foram formados 2.192 doutores na USP.
Em Bauru, a FOB e o Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais (HRAC/USP) – o Centrinho - contribuem para este quadro. Em toda a história, foram 623 pessoas que se tornaram doutores pelas duas unidades. No ano passado, foram concedidos cerca de 5
títulos de doutores.
Thiemi Kato foi uma delas. Desde 1999 na FOB, quando começou a graduação, ela conta que é preciso muita dedicação para conseguir a titulação. “Passei diversas noites estudando em laboratórios. Abri mão de muita coisa na minha vida pessoal. Mas, receber o título de doutora compensou”, conta a aluna que, hoje, já faz pós-doutorado na instituição.
Além de Thiemi, a FOB formou outros 4
doutores em 2
11. O programa de pós-graduação em ciências odontológicas aplicadas tem mestrado e doutorado em sete áreas de concentração: dentística; endodontia; estomatologia e biologia oral; odontopediatria; ortodontia e odontologia em saúde coletiva; patologia bucal; e reabilitação oral. Segundo o professor Paulo César Rodrigues Conti, presidente da Comissão de Pós-Graduação da FOB, a unidade bauruense vai em direção ao que foi constatado no ranking acadêmico. “Os programas da FOB estão muito bem colocados e possibilitam uma formação bastante heterogênea com qualidade”.
Além da “campeã” na formação de doutores, o ranking também indica a USP como a terceira colocada em verba anual para pesquisa e a quinta em número de artigos científicos publicados.
Fonoaudiologia
A partir de agora, a quantidade de doutores formados pela FOB tende a crescer. É que, além do programa de pós-graduação em odontologia, começa este ano, o doutorado em fonoaudiologia.
“O doutorado (em fonoaudiologia) já foi aprovado pela USP e pela Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior). Nossas expectativas para o novo doutorado são as melhores”, conta Paulo Conti.
O presidente da Comissão de Pós-Graduação da FOB destaca que não é só a quantidade de doutores que vem sendo visada. “Queremos sempre ter convidados ‘de fora’ e mandar nossos alunos e docentes para o exterior também. Além da publicação internacional, isto enriquece bastante”, completa.
Doutores do Centrinho
Desde 1998, o Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais (HRAC/USP), o popular Centrinho, oferta cursos de pós-graduação, tanto em mestrado quanto eM doutorado. No ano passado, a instituição formou nove doutores e, atualmente, possui 32 alunos matriculados para tentar o título.
Com sete linhas de pesquisa e 3
orientadores cadastrados, o programa em Ciências da Reabilitação tem como área de concentração as “Fissuras Orofaciais e Anomalias Relacionadas”. Desde 1998, quando o programa começou, já são 56 doutores formados pelo Centrinho.
Entre as pesquisas desenvolvidas, o programa do Centrinho atua em áreas que vão desde a prevenção genética, distúrbios da comunicação e tratamento das deformidades dentomaxilofaciais, até os aspectos psicossociais e educacionais que envolvem a reabilitação integral do paciente.
