Foi-se o tempo em que decorar a tabuada era sinônimo de inteligência e aprendizado! Que o digam as mamães de hoje em dia que acompanham de perto a rotina escolar dos filhos.
Atualmente, para aprender seja lá qual for a matéria é preciso botar a cuca para pensar! E, claro, enxergar que a construção do conhecimento vai muito além da sala de aula. Afinal, o aluno bem preparado para a vida deve saber muito mais que o be-a-bá, não é mesmo?
Em escolas que seguem esta linha de raciocínio, muitos jovens despontam com iniciativas paralelas às preocupações com as notas e o vestibular. São adolescentes engajados em projetos voltados a áreas como a leitura e a escrita. Caso da aluna Nathália Esteves Bastos, 16 anos, que estuda no Colégio Anchieta, em Porto Alegre.
Indecisa ainda sobre se vai prestar exame para a faculdade de medicina ou ciências biológicas, ela não se prende apenas a esta questão. "Sempre gostei muito de ler e há dois anos, influenciada pelo meu professor de português, escrevi meu primeiro livro, sobre pecados capitais. O assunto que deu enfoque à inveja acabou tornando-se destaque e tema de discussão na escola", diz Nathália, acostumada a um espaço escolar como local de diálogo, dúvidas, discussões , questionamento e onde se compartilha conhecimento.
Além da definição do currículo das disciplinas, a escola deve oferecer um espaço para transformações, solidariedade, convívio com as diferenças, erros, acertos, contradições, colaboração mútua, sensibilidade e criatividade.
O professor, por sua vez, deve compartilhar a construção do conhecimento, propiciando ao aluno condições de acesso a elementos novos e interagindo com ele, numa relação de diálogo.
E não é justamente o diálogo o grande pedido dos nossos filhos? Vale a pena refletir?
Fonte: Mães & Filhos