Punta Arenas - As apurações preliminares sobre o incêndio que destruiu a Estação Antártica Comandante Ferraz, na Antártida, indicam que uma falha no sistema elétrico gerou o incêndio na base, segundo o embaixador do Brasil no Chile, Frederico Cezar de Araújo. O incêndio começou na madrugada de sábado e atingiu a casa de máquinas da estação, levando à destruição de 7
% da base, segundo a Marinha. Dois militares morreram e um ficou ferido.
Cerca de 4
integrantes da estação, entre eles pesquisadores e servidores civis da base, chegaram por volta da 1h15 de ontem à Base Aérea do Galeão, no Rio. O avião C-13
Hércules, da FAB (Força Aérea Brasileira), decolou de Punta Arenas, no Chile, na tarde de anteontem e, antes de chegar ao Rio, fez escala em Pelotas (RS) para o desembarque de quatro pesquisadores.
O embaixador concedeu uma entrevista à Agência Brasil e disse que, independentemente das causas do acidente, a ordem da presidenta Dilma Rousseff é começar “o mais rápido possível” o trabalho de reconstrução da estação.
Estado de choque
Sobrevivente do incêndio que destruiu 7
% da base brasileira na Antártida, o sargento da Marinha Luciano Gomes Medeiros, 45 anos, está internado em estado de choque no Hospital Naval Marcílio Dias, na zona norte do Rio.
A família do oficial afirmou ontem que ele está lúcido, mas ainda se emociona ao falar do acidente. “Ele está muito abalado com a morte dos companheiros de trabalho. Quando fala sobre o acidente fica emocionado e começa a chorar”, disse uma das filhas do sargento, Thaís Souza Medeiros, 24 anos.
Medeiros sofreu queimaduras de segundo grau nas mãos e superficiais nas costas e na face. Os médicos disseram que ainda não há previsão de alta para ele. O oficial chegou ao Rio na madrugada de ontem com outros 26 pesquisadores, um alpinista, um representante do Ministério do Meio Ambiente e 11 funcionários do Arsenal de Marinha do Estado.