Os 133 dias de horário de verão fizeram com que o bauruense reduzisse o equivalente a um dia de consumo de energia na cidade. O mais longo horário de verão da história fez com que a região atendida pela CPFL economizasse energia suficiente para abastecer Bauru durante 25 dias, o que representa em média 0,7% de redução de consumo.
A região abastecida pela CPFL compreende 110 municípios com cerca de 1,185 milhão de consumidores, incluindo as populações de Bauru e São José do Rio Preto. O horário de verão deveria encerrar no sábado de Carnaval (dia 18 de fevereiro), contundo o governo federal resolveu estender até o dia 25.
O gerente de operações da CPFL, Rodrigo Bianchi, esclarece que, segundo o Operador Nacional do Sistema (O NS), R$ 160 milhões foram economizados na geração de energia nos 133 dias. Bianchi ressalta que somente o Estado de São Paulo colaborou com uma economia de R$ 7,7 milhões pela CPFL. A região de Bauru, somada a de São José do Rio Preto, economizou R$ 1,8 milhão.
Para Bianchi, a redução de 0,5 no consumo de energia elétrica na região e 2,3% no horário de pico – 18h às 21h – nos 133 dias é “excepcional”, justificando a manutenção do horário de verão. De acordo com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), essa foi a 41ª edição do Horário de Verão no Brasil, cuja aplicação vem ocorrendo sucessivamente desde 1985.
Grande vilão: sim, o chuveiro
Rodrigo Bianchi, da CPFL, comenta que o chuveiro elétrico é mesmo o grande vilão do consumo residencial entre os aparelhos elétricos que transformam energia elétrica em calor.
PAra se ter uma ideia, o chuveiro corresponde a 35% do consumo de energia em uma moradia. O ideal é manter o aparelho na posição “Verão”. O ferro de passar roupa também colabora para o consumo.
Bianchi sugere que as famílias acumulem roupas para passar em um único dia da semana.
em tempo: os eletrodomésticos com motores, como de geladeira, também consomem muito. As pessoas devem manter a geladeira fechada e verificar a vedação para evitar que o equipamento fique ligado mais tempo do que o necessário.
No Brasil, o horário de verão foi adotado pela primeira vez em 1931, mas de forma consecutiva acontece há 27 anos.