Bairros

Collie perdido está de volta ao lar

Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 4 min

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Aceituno Jr.

A diarista Núbia Tereza Anacleto e o filho, Júlio César, com o cachorro na Vila Quaggio 

Foram quatro dias longe de casa, mas ontem, finalmente, Lobo voltou para os braços da dona, a diarista Núbia Tereza Anacleto, 42 anos. O cão da raça collie foi encontrado abandonado no último dia 23 em um posto de combustíveis da Vila Falcão. No mesmo dia, ele foi encaminhado ao Distrito Policial (DP) de Crimes Ambientais e estava sob os cuidados de uma Organização Não-Governamental (ONG) de proteção animal da cidade.

 

Segundo Núbia, a divulgação feita pelo JC sobre o caso do animal perdido foi decisiva para que o reencontro acontecesse. “Um dia depois do desaparecimento, a pessoa que tinha me dado o Lobo veio me avisar que o jornal tinha feito uma reportagem. Liguei correndo na delegacia mas, como já era tarde, marquei para fazer o reconhecimento na segunda-feira (ontem). Estou feliz por ter conseguido trazê-lo de volta para casa”, comemora.

 

O reencontro, como era de se esperar, foi emocionante. Lobo fez festa assim que avistou Núbia e o filho dela, Júlio César, 9 anos, que também fez questão de ir até a unidade policial para resgatá-lo. 

 

De acordo com o delegado titular do DP de Crimes Ambientais, Dinair José da Silva, todas as técnicas foram utilizadas para garantir que o collie fosse levado pelo verdadeiro dono. “O cachorro atendeu pelo nome e, embora dócil até mesmo com estranhos, se mostrou bastante apegado ao garoto. A família também trouxe uma foto dele, então não restaram dúvidas”, assegura.

 

O animal é um filhote de nove meses de idade, mas está há apenas um mês na casa de Núbia, que possui ainda a labradora Lilica e o yorkshire Pulguinha. Mesmo com pouco tempo de adaptação à rotina da casa, ela não acredita que ele tenha fugido por vontade própria. “Ele é muito bonito e dócil. Acredito que alguém abriu o portão para levá-lo embora mas, em seguida, desistiu por algum motivo e o abandonou na rua”, pondera.

 

 

 

Procura e desesperança

 

Lobo saiu da residência, localizada na quadra 7 da rua Tiradentes, na Vila Quaggio, na manhã do dia 23 de fevereiro e caminhou por cerca de cinco quadras até o posto de combustíveis onde foi encontrado horas depois. Enquanto era levado ao DP de Crimes Ambientais, seus donos o procuravam incansavelmente.

 

“Ficamos até as 18h tentando encontrá-lo. Andamos por toda a região e, quando voltei para casa, já não tinha mais esperança de tê-lo de volta. Até avisei meu filho que as chances de recuperar o Lobo eram mínimas, porque realmente ele se entrosa com qualquer pessoa. O Júlio ficou muito triste”, relembra, destacando que os três cães que tem em casa são a principal companhia para o garoto durante todo o dia.

 

“Por causa da violência de hoje em dia, eu não deixo meu filho sair muito na rua, então ele brinca com os cachorros o dia inteiro. É realmente muito apegado aos bichos e ficou muito feliz com a volta do Lobo”, comenta.

 

Conforme revela o delegado Dinair Silva, a dona foi orientada a cuidar para que o animal não saia mais de casa sem a supervisão de um dos membros da família. Até o momento, ele destaca, não houve evidências que comprovassem que o cão tivesse sido realmente furtado. “Todo proprietário deve estar atento e, principalmente, registrar boletim de ocorrência quando seu bicho de estimação desaparecer, para que fique mais fácil localizar o dono se o animal for encontrado abandonado. No caso do lobo, foi com o apoio da ONG e do JC que conseguimos fazer um bom trabalho”, pontua.

 

 

 

Poodle Pequenininho ficará com ONG

 

Resgatado na última sexta-feira pela equipe Distrito Policial (DP) de Crimes Ambientais após denúncias de que estaria sendo alvo de maus-tratos, o poodle Pequenininho ficará temporariamente sob a guarda de uma Organização Não-Governamental (ONG) de proteção animal. Ele já está recebendo alimentação adequada e os devidos cuidados médicos para curar um ferimento na barriga e se livrar das pulgas e dos inúmeros nós nos pêlos.

 

Segundo o delegado titular do DP, Dinair José da Silva, ele não será devolvido para a dona, que mora no bairro Alto Paraíso, até que o inquérito que apura os abusos contra o animal seja finalizado, com processo apreciado pelo Judiciário. Se for considerada culpada, a proprietária poderá ser obrigada a prestar serviços à comunidade, pagar multa ou cestas básicas, ou ainda sofrer restrição de direitos por determinado período. O cão, neste caso, será encaminhado à adoção. 

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